sexta-feira, 5 de novembro de 2010

A Deusa Selene

Selene é a Deusa grega da Lua, era filha de Hipérion e Tea, tendo como irmãos, a Deusa Eos, e o Deus Hélius. Um de seus melhores mitos sabidos envolve um simples, mas belo pastor, cujo nome era Endymion. A Deusa da lua se apaixonou por este mortal, um caso que, conseqüentemente resultou no nascimento de cinqüenta filhas. Mas Endymion era, aliás, ser humano, e assim suscetível ao envelhecimento e eventualmente à morte. Selene não podia carregar o pensamento deste fato cruel. Então, assegurando que Endymion permanecesse eternamente jovem, fez com que o belo jovem dormisse para sempre. Desta maneira, Endymion viveria sempre, dormindo com a mesma aparente idade.
Selene é muito associada á Artemis, ou Hécate, mas vale lembrar, que esta deusa representa todas as fases da Lua, e é a pura personificaçao deste astro sendo seu nome romano Lua ou Luna.
Tradicionalmente ela é celebrada no dia 7 de fevereiro.


Ervas especificas da egrégora de Selene:

 
* Áster – Todas às Deusas e Deuses pagãos.
* Lunária - Associada à Deusas da Lua (Selene).* Anis estrelado –
Erva da magia.

A Deusa Ártemis

Ártemis usava o arco tão bem quanto Apolo e era capaz de provocar, com suas flechas, a morte súbita nas mulheres. Eternamente virgem, seu único prazer era a caça; vivia sozinha nos bosques com as ninfas e os animais selvagens. Na maioria das lendas de que participa, como por exemplo a de Níobe, a do Javali de Cálidon e a de Ifigênia, aparece como uma deusa suscetível e vingativa. Preservava também ciosamente sua intimidade e a castidade das ninfas que a seguiam, como fica evidente pelas lendas de Órion,Actéon e Calisto. Órion, filho de Posídon, era um gigantesco caçador que se apaixonara por uma das ninfas - ou pela própria deusa, conforme a versão - e morreu devido à mordida de um escorpião enviado por Ártemis. Em uma variante da lenda, Órion perseguiu as Plêiades e, assim como elas, acabou transformado em constelação. Actéon era filho de Aristeu e de Autônoe e, portanto, neto de Apolo e sobrinho-neto de Ártemis. Ao caçar na floresta, Actéon viu acidentalmente Ártemis em seu banho. A deusa o transformou imediatamente em veado e atiçou seus próprios cães contra ele. Os animais, incapazes de reconhecer o dono, atacaram e devoraram o azarado caçador.
Calisto era uma ninfa que acompanhava a deusa pelos bosques e por quem Zeus se apaixonara. Como ela fugia de todos os homens, a exemplo de Ártemis, Zeus se aproximou dela na forma da própria Ártemis, e conseguiu seduzí-la. Quando a deusa percebeu a gravidez de Calisto, expulsou-a de sua
companhia e, mais tarde, transformou-a em ursa.

A sua Origem:


 
Ártemis é citada nas tabuinhas micênicas em Linear B (Pilos, séc. -XIII) e, com o tempo, incorporou os atributos de diversas divindades muito antigas, provavelmente pré-gregas, como Selene, a deusa da lua; Hécate; Ilítia; e Ortia, uma deusa do nascimento cultuada na Lacônia. Por ser também uma deusa da caça, é possível até que tenha sido adorada nessa forma durante o Paleolítico, época em que a caça esteve no apogeu. As relações com a deusa-mãe da Ásia Menor, "senhora dos animais", e com as deusas minóicas são evidentes e igualmente muito antigas. Sua helenização, portanto, não foi completa - na Ilíada, por exemplo, Homero se refere a ela como senhora dos animais. É interessante notar que mais tarde, durante o Período Arcaico, o culto à deusa Cibele (uma "senhora dos animais" de origem puramente anatólica) se tornou muito popular em toda a Grécia, paralelamente ao culto de Ártemis.




Ervas especificas da egrégora de Artemís:

 

* Absinto Erva de Ártemis, Diana e Grande Mãe.
* Agripalma Várias figuras da Grande Deusa.
* Artemísia Vermelha Ártemis e Diana, erva ou flor própria.
* Jacinto Ártemis e Apolo.
* Jasmim Exclusiva de Ártemis e Diana.

A Deusa Hécate


Hécate é uma Deusa que tem inúmeros atributos e provavelmente seja a Deusa menos compreendida da mitologia grega. Ela não reina apenas sobrea bruxaria, a morte, mas também sobre o nascimento, o renascimento e arenovação. Ela era evocada pelos gregos para protegê-los dos perigos e das maldições. Para uns era filha de Perseu e Asteria e mãe de Scyylla, para outros era filha de Nyx, à noite. Alguns historiadores dizem que ela era apenas um das Fúrias e que ganhou proeminência com o tempo.
Historicamente, Hécate é uma Deusa que se originou nos mitos dos antigos karianos, no sudoeste da Asia menor, e foi assimilada na religião grega a partir do século 6 a.C.Hekat, uma antiga palavra egípcia que significa "Todo o poder",e que pode ser a origem do nome Hécate. Entre os romanos era chamada de Trívia, em virtude de sua conexão com as encruzilhadas tríplices. Outra possibilidade para o significado de seu nome esta nas relações das frases: "Ela que trabalha seu desejo" e o mais comum seria "Aquela que é distante'' ou "A mais brilhante"!
Hécate foi adotada pela mitologia Olímpica após os Titãs serem derrotados, e seu culto perdurou entre os gregos até tempos tardios. Era considerada tão importante que os gregos acreditavam que o próprio Zeus lhe rendia culto e oferendas e teria-lhe concedido o direito de compartilhar com Ele o poder de conceder ou reter os desejos dos humanos e os domínios da Terra, céus e
mares. Existiram pouquíssimos Templos dedicados a Hécate e os poucos que foram encontrados são de escassa informação ou não totalmente documentados.
Muitos dos Santuários devotados a Ela eram pequenos e não tinham grandes ou preciosos materiais. Existem estátuas que a representam, mas são quase todas copias romanas e é difícil saber o quão fiéis elas sejam das originais.Considerada uma Deusa Tríplice, classicamente fazia uma trindade com Perséfone e Deméter. Ao contrário da visão moderna pagã, Hécate era considerada a donzela, enquanto Perséfone era a mãe e Deméter a anciã.
Era a padroeira das Bruxas e em alguns lugares da Tessália, cultuada por grupos exclusivos de mulheres sob a luz da Lua. A Deusa possui inúmeros títulos. Como Propylaia, que significa: "Aquela que fica na frente do portão", Hécate oferecia proteção contra o mal,especificamente contra espíritos malígnos e maldições. Neste aspecto, seu culto era realizado nos portões de entrada, onde estátuas eram colocadas em sua homenagem.


Ervas especificas da egrégora de Hécate:
* Abrunheiro – Erva consagrada à Deusa tríplice em seu aspecto protetor.
* Alho – Deusa Hécate.
* Azaléia – As faces de Hécate.
* Lavanda – Hécate e Saturno
* Mandrágora – Deusas Hécate, Diana e Ártemis.
* Vilmeiro – Exclusiva erva de Hécate.

A Carga da Deusa Aradia

Em 1899, Charles Godfrey Leland publicou pela primeira vez "Aradia, Gospel of The Witches" (Aradia, O Evangelho das Bruxas), um pequeno livro sobre a bruxaria italiana remanecente. Nele ele traz a Carga da Deusa, a qual se tornou uma parte padrão dos rituais de Wicca atuais. Essa Carga ainda é usada de modo original, mas vem sendo cuidadosamente refinada para a utilização moderna. Doreen Valiente reescreveu uma bela versão. Atarhwk traz outra versão em "The Spiral Dance"; Jabet e Stewart Farra têm outra em "Eight Sabbats For Witches". Mesmo o escritor de ficção Andre Norton oferece uma versão da Carga em seu livro "Moon Called"
A Carga da Deusa oferece antigas instruções de quando encontrar e o que esperar das energias e poderes lunares. Ninguém sabe ao certo o quão velho a Carga realmente é. Leland achava que era uma parte autêntica de um ritual secretamente preservado por seguidores pagãos da região mediterrânea.
Começa com "Ouça as palavras da Grande Mãe, que no passado se chamava Ártemis, Atena, Diana, Cerridwen...". Segue-se uma lista de deusas lunares. Prossegue: "Sempre que necessitar de algo, uma vez por mês, e melhor será quando a Lua estiver cheia, você deverá reunir em algum local secreto...". A Carga promete que a celebração da Deusa livrará o devoto da escravidão de outros povos e às leis cristianizadas, e que a Deusa ensinará a seus seguidores seus segredos místicos.
Cada "coven", grupo e indivíduo podem ter uma versão levemente modificada da Carga da Deusa, geralmente uma compilação e reestruturação de outras versões. Eis aqui uma delas:


"Ouçam as palavras da Grande Deusa, que em outras eras era chamada de Ártemis, Diana, Astarte, Ishtar, Afrodite, Cerridwem, Morrigan, Freya entre muitos outros nomes.
Sempre que necessitarem da Minha ajuda, reúnam-se em um local secreto, pelo menos uma vez por mês, especialmente na Lua Cheia. Saibam que minhas leis e amor os tornarão livres, pois nenhum homem pode proibir seu culto a mim em suas mentes e em seus corações. Prestem atenção a como vocês chegarão à minha presença, e Eu lhes ensinarei profundos mistérios, antigos e poderosos. Não exijo sacrifícios, nem dor em seu corpo, pois Sou a Mãe de todas as coisas, a Criadora que os criou a partir de Meu amor, e Aquela que dura através dos tempos.
Sou aquela que é a beleza da Terra, o verde das coisas vivas. Sou a Lua Branca cuja luz é plena entre as estrelas, e suave sobre a Terra. Que Meu alegre culto esteja em seus corações, pois todos os atos de amor e prazer são Meus rituais. Vocês Me vêem no amor de homem e mulher, pais e filhos, entre humanos e todas as Minhas criaturas. Quando vocês criam com suas próprias mãos, lá estarei Eu. Eu sopro o sopro da vida nas sementes que plantam, seja uma planta ou criança. Estarei sempre a seu lado, sussurrando palavras ternas de sabedoria e orientação.
Todos os que buscamos Mistérios devem vir a mim, pois Eu sou a verdadeira fonte, a Guardiã do Caldeirão. Todos os que buscam me conhecer sabem disso. Toda a sua busca e seus anseios são inúteis a não ser que conheçam o Mistério: pois se o que buscam não conseguem achar em seu interior, não o conseguirão no exterior. Portanto, atentos, estou com vocês desde o princípio, e os recolherei ao meu seio ao fim de sua existência terrena."

A carga deve ser lida no início de um ritual. Escutá-la ou pronunciá-la auxilia a todo seguidor devotado abrir as portas ao inconsciente coletivo. Quando pudermos fazê-lo, teremos a chave para a porta interior.

Animal - Totem

O termo Totem não se refere particularmente a um Espírito Animal, mas antes a um Espírito Ancestral associado a uma linhagem familiar, tribo, grupo, empresa, etc. Eles não estão presos a formas e podem aparecer como uma pedra ou uma planta, ou como uma força, como vento ou trovão, mas são as formas animais as mais comuns. Essa forma de manifestação é tão antiga que podemos observar até hoje o quão forte é essa influência. Apesar de não ter o mesmo significado ou intento, indústrias, times de futebol, equipes, festas, carros, empresas, continuam a usar Totens como símbolos, como escudos, assim como os povos antigos, pintando em suas roupas, recriando suas imagens, usando suas peles ou mimetizando seus passos em danças e uma série de outras formas.

Os Animais e suas Qualidades místicas:
Águia - Iluminação, a visão interior, invocada para poderes xamânicos, coragem, elevação do espírito a grandes alturas.

Aranha - Criatividade, a teia da vida, manifestação da magia de tecer nossos sonhos.

Abelha - Comunicação, trabalho árduo com harmonia, néctar da vida, organização.

Baleia - Registros da Mãe Terra, sons que equilibram o corpo emocional, origens.

Beija-flor - Mensageiro da cura, amor romântico, claridade, graça, sorte, suavidade.

Borboleta - Auto-transformação, clareza mental, novas etapas, liberdade.

Búfalo - Sabedoria ancestral, esperança, espiritualidade, preces, paz, tolerância.

Castor - Novos canais de pensamentos, construção, segurança, conforto, paciência.

Cisne - Graça, fidelidade, ritmo do Universos, ver o futuro, poderes intuitivos, fé.

Coelho - Fertilidade, medo, abundância, crescimento, agilidade, prosperidade.

Coruja - Habilidades ocultas, ver na escuridão, a vigília, a sombra, sabedoria antiga.

Corvo - Guardião da magia, mistério, predições, mensageiro, dualidade, assistência.

Cavalo - Poder interior, liberdade de espírito, viagem xamânica, força, clarividência.

Cachorro - Lealdade, habilidade para amar incondicionalmente, estar a serviço.

Cobra - Transmutação, cura, regeneração, sabedoria, psiquismo, sensualidade.

Elefante - Longevidade, inteligência, memória ancestral, ancestrais enterrados.

Esquilo - Divertimento, planos futuros, reunião, observar o óbvio.

Falcão - Precisão, mensageiro, olhar a volta, abertura a distância, oportunidades.

Gaivota - Voar através da vida com calma e esforço para alcançar objetivos.

Gambá - Campo de proteção, reputação, repelir quem não o respeita, respeito.

Gato - mistérios, poderes mágicos, sensualidade, independência, visões místicas, limpeza.

Galo - Sexualidade, fertilidade, oferendas, cerimônias, altivez.

Girafa - Calma, inspiração para se atingir grandes alturas, suavidade, doçura.

Golfinho - Pureza, iluminação do ser, sabedoria, paz, amor, harmonia, comunicação.

Gorila - Sabedoria, inteligência, adaptabilidade, guardião da terra, habilidade.

Hipopótamo - Desenvolvimento psíquico, intuição, ligação água-terra, aterramento.

Jacaré - Instinto de sobrevivência, o inconsciente profundo, o caos que precede a criação.

Jaguar - A busca em águas da consciência, mensageiro, interação mente e alma.

Javali - Comunicação entre pares, expressividade, inteligência.

Lagarto - Otimismo, adaptabilidade, regeneração, sonhos, renovação, transformação.

Leão - Poder, força, majestade, prosperidade, nobreza, coragem, saúde, liderança, segurança, auto-confiança.

Leopardo - Conhecimento do subconsciente, compreender aspectos sombrios, rapidez.

Lince - Segredos, conhecimento oculto, tradição, ouvir para o crescimento.

Libélula - Ilusão, ventos da mudança, comunicação com o mundo elemental.

Lobo - Amor, relacionamentos saldáveis, fidelidade, generosidade, ensinamento.

Macaco - Inteligência, bom humor, alegria, agilidade, perícia, irreverência, amizade.

Pantera - Mistério, sensualidade, sexualidade, beleza, sedução, força, flexibilidade.

Puma - Força, mistério, silêncio, sobrevivência, velocidade, graça, liderança, coragem.

Raposa - Habilidade, esperteza, camuflagem, observação, integração, astúcia.

Sapo - Evolução, limpeza, transformação, mistérios, humor, ligado a chuva.

Tartaruga - Estabilidade, organização, longevidade, paciência, resistência, proteção, experiência, sabedoria, Mãe-Terra.

Tigre - Aproximação lenta, preparação cuidadosa, aproveitar oportunidades.

Touro - fertilidade, sexualidade, poder, liderança, proteção, potencia.

Urso - Introspecção, intuição, cura, consciência, ensinamentos, curiosidade.

Talismãs Rúnicos



Usado para alcançar a realização de desejos de todos os tipos.

Para afastar forças negativas e proteger contra inimigos

Este símbolo é usado para evitar que os encantamentos, lançados por algum mago rival, possam atuar sobre a pessoa.

Este é o talismã do Amor. Se usado ao pescoço, suspenso por uma corrente de prata, atrairá o amor de quem mais você deseja.

Para atrair dinheiro e prosperidade.
Para a realização de desejos: Copie este signo num pedaço de papel ou grave-o num bastãozinho feito de um ramo de bétula. Coloque-o sob seu travesseiro e seus sonhos tornar-se-ão realidade. Mas ATENÇÃO: Cuidado com o que desejar...

Proteção contra maus espíritos, fantasmas ou duendes.
Proteção contra temporais e naufrágios.Era usado pelos marinheiros escandinavos para que seus barcos não fossem apanhados por tempestades. Entretanto, aplicando a "Lei das Correspondências", estou certa de que você encontrará uma aplicação práticka para ele...

Este é o talismã de Odin. Pode ser usado para curar enfermidades da mente e do espírito, além dos seus reflexos sobre o corpo denso.

Grimório


SOBRE OS GRIMÓRIOS...
 
"Grima" é uma palavra já obsoleta, cujos significados são: "sentimento de agressividade, rancor ou frustração, ódio e raiva.Sua etimologia provável é “grimms", do gótico, 'horrível'. Daí talvez provenha a palavra "grimório", pois os grimórios, ou grimoires, eram livros de encantamentos, rituais mágicos, de natureza, aparentemente, religiosa, que reuniam fórmulas para fazer contato, invocar e escravizar demônios ou outras criaturas do Umbral.
A palavra portuguesa "engrimanço" (ou ingrimanço) tem o sentido de confusão no falar, linguagem arrevesada, artimanha. Viria do francês arcaico “ingremance" ou (ingromance), de mesmo sentido, sendo considerada alteração ou deformação de nigromancia, feitiçaria.
Bom.. Quanto à etimologia, bem poderia ser uma mistura dos dois vocábulos...
A maior coleção de grimórios que se conhece, são manuscritos sobre pergaminho, do acervo da Biblioteca do Arsenal, em Paris. Estes manuscritos têm sido copiados pelos historiadores e estudantes de bruxaria, principalmente do século XIX em diante.
Os grimórios que circularam durante a Idade Média, geralmente eram livrinhos cheios de ilustrações simbólicas, mas que continham prescrições e ladainhas satânicas.
Na sua maioria, datam do século XVI ao XVIII, embora os seus compiladores afirmassem (e jurassem, se preciso fosse) que os seus conteúdos se baseavam em textos mui arcaicos, de preferência hebraicos, caldaicos ou egípcios...
Bem... Não pretendo entrar no mérito da questão, pois algumas seitas ocultistas bem conhecidas, usam muita coisa “emprestada” dos velhos grimórios medievais.
Entre os mais conhecidos grimórios, destaca-se a Clavícula de Salomão, que parece apoiar-se substancialmente na astrologia e na cabala, e contém instruções, minuciosas e pormenorizadas, para a invocação de anjos e demônios.
O"Grand Grimoire", embora pretenda ser uma transcrição direta de escritos salomônicos sobre o oculto, parece ter sido baseado principalmente em Agrippa, muito mais recente, e inclui até mesmo uma divertidíssima receita, bem faustiana, para estabelecer um pacto infalível com o Diabo.
Circulou também o “Grimório de Honorius, o Grande", o que, na verdade, parece ter sido uma difamação, pois este papa viveu no século XIII, e acredita-se que o tal grimório tenha sido cmposto tardiamente, já no século XVI.
Entretanto, o "Honorius", utilizava elementos extraídos da missa católica, em suas instruções para pactuar com o Diabo
Esta preferência por papas, poderia ser explicada como uma forma de legitimar a magia por personagens poderosos, além de “valorizar” as receitas e, é claro, o livro... Os papas mais visados foram Leão, o Grande, e Silvestre II, qualificados de grandes magos.
O "Honorius", por exemplo, utilizava elementos extraídos da missa católica, em suas instruções para pactuar com o Diabo.
Outro grimório super famoso é o chamado "Os Segredos do Inferno, copiado de um manuscrito do século XVI. Este tornou-se um clássico da literatura infernal e trata dos pactos com os Diabos, mas também da pedra filosofal.
E para não dizer que não falei de flores...
Cito ainda o "Enchiridion Leonis Papae", ou seja, "Manual do Papa Leão",que contém orações misteriosas, supostamente enviadas pelo Papa Leão, como presente ao Imperador Carlos Magno.
Até hoje, estes livrinhos são muito populares e, volta e meia, aparece um deles nas livrarias comuns, compilado por algum doutíssimo erudito, apesar de nada se poder afirmar sobre sua autenticidade. Um bom exemplo disso, por aqui, é o "Livro Vermelho e Negro de São Cipriano"