sábado, 16 de outubro de 2010

Tetragrammaton


O Tetragrama
Por Spectrun

Para que compreendamos o que significa o Tetragrammaton é necessário, antes de tudo, definir acrônimo. A palavra acrônimo tem origem no grego (akron = extremidade + onymo = nome) e significa o conjunto de letras, pronunciado como uma palavra, formado a partir das letras iniciais (ou de sílabas) de palavras sucessivas que constituem uma denominação. Por exemplo, a sigla NASA (National Aeronautics and Space Administration) é um acrônimo.
Dessa forma, a palavra Tetragrama tem origem no grego (tetra = quatro + gramma = letra) e significa a expressão escrita, constituída de quatro letras ou sinais gráficos, destinada a representar uma palavra, acrônimo, abreviatura, sigla ou a pauta musical de quatro linhas do canto-chão.
Acredita-se que o Tetragrama hebraico designa o nome pessoal do "Deus de Israel", como foi originalmente escrito e encontrado na Torah, o primeiro livro do Pentateuco. Este tetragrama varia como YHWH, JHVH, JHWH e YHVH. Em algumas obras, especialmente no Antigo Testamento escrito em sua maioria em hebraico com partes em aramaico, o Tetragrama surge mais de 6 mil vezes (de forma isolada ou em conjunção com outro nome divino).


O impronunciável nome de Deus

A tradição esotérica dos judeus, a cabala, considera o nome de Deus sagrado e impronunciável. Possivelmente, a origem deste conceito está no terceiro Mandamento: "Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão; porque o Senhor não terá por inocente o que tomar o seu nome em vão". (Êxodo - Capítulo XX - Versículo VII). Assim, um grupo de sábios judeus, conhecidos como Massoretas, incorporou "acentos" que funcionavam como vogais e viabilizavam a pronúncia do tetragrama, resultando na palavra Adonai (Senhor), que passou a ser utilizada para pronunciá-lo. Os nomes Jeová, Iehovah, Javé, Iavé, ou ainda Yahweh, são adaptações para a língua portuguesa da palavra Adonai, e não do tetragrama original.
Porém, há ainda uma crença entre os judeus do início do período cristão, que a própria palavra Torah seria parte do nome divino. Há outra relação interessante encontrada nos nomes originais de Adão e Eva, Yod e Chawah, respectivamente. Uma combinação entre estes dois nomes resulta numa das variações do tetragrama, YHWH, fato que sugere uma relação entre Criador e criatura. Com o decorrer do tempo, foram adotados outros termos para se referir ao Tetragrama: "O Nome", "O Bendito" ou "O Céu".
O místico cristão, Jacob Boehme, utilizando-se de uma cabala gráfica (conhecida como Árvore da Vida), encontrou os 72 Nomes de Deus (publicado em 1652, no livro Oedipus Aegypticus). Sendo que todos são formados por apenas quatro letras, o que caracteriza mais uma vez o tetragrama. Seguindo este raciocínio, encontramos também Tupã (divindade dos índios brasileiros), Yang (em chinês, possui vários significados, entre eles, Deus do bem), Bara (o equivalente à Deus na seita islâmica Beahismo) e Xiva (divindade Hindu).


Tetragrammaton: Símbolo e Amuleto

Se considerarmos que as letras de um alfabeto nada mais são que sinais gráficos, o Tetragrama, em sua representação gráfica, conhecido como Tetragrammaton, é uma complexa combinação de letras do alfabeto hebraico, grego e latino, associados a diversos símbolos conhecidos no ocultismo. Nele encontra-se o pentagrama entrelaçado, símbolos zodiacais, algarismos e formas geométricas, entre outras representações.
No ocultismo, incluindo suas diversas ramificações, o Tetragrammaton desempenha uma função muito importante, sendo usado em rituais e invocações e na forma de talismãs. Os ocultistas interpretam o Tetragrammaton e outros símbolos cabalísticos nele contidos, como poderosos signos mágicos, capazes de potencializarem rituais abrindo as portas da consciência humana.
Acompanhe a descrição de alguns elementos do Tetragrammaton:


Pentagrama
O pentagrama assume diversos significados de acordo com o contexto em que é encontrado. Neste caso, é a base do Tetragrammaton. Assim, podemos interpretá-lo como símbolo do "Homem Realizado". Isto é, uma representação da entidade humana evoluída em todos os estágios espirituais.
Os olhos do Pai - Júpiter
No ângulo superior do Pentagrama, encontramos "Os olhos do Pai" e a representação do planeta Júpiter. Uma alusão aos olhos do Criador, o espírito, o poder que coordena tudo e todos.
Marte
Nos "braços" do Tetragrammaton encontra-se o símbolo astrológico e zodiacal do planeta Marte, representando a Força, ou a Energia pura da criação.
Saturno
Nos ângulos inferiores está a representação astrológica e zodiacal do planeta Saturno. É um dos principais símbolos usados na Magia, representando os mestres que anularam o próprio ego e as falhas inerentes ao ser humano, atingindo assim, a perfeição.
Sol e Lua
Posicionados nas linhas verticais do Pentagrama, próximos ao centro da figura, o Sol e a Lua fazem referência aos pólos femininos e masculinos da criação, contidos em todos os organismos, incluindo o Microcosmos e o Macrocosmos.
Mercúrio e Vênus
Estes símbolos são amplamente encontrados na literatura alquímica e são representações astrológicas e zodiacais destes planetas. Localizados sobrepostos no centro da figura, referem-se à união dos pólos de onde surgirá o Caduceu de Mercúrio.
Caduceu de Mercúrio
O Caduceu de Mercúrio é o símbolo alquímico da transmutação. Associado aos símbolos superiores de Mercúrio e Vênus, refere-se à criatura, ou seja, o resultado da união entre os pólos feminino e masculino, entre as forças lunares e solares, e o ponto de equilíbrio entre eles. Por estar localizado no centro da figura, também pode ser interpretado como a "coluna vertebral", ou, Kundalini, responsável pela união da energia sexual entre as polaridades.
Jehova
Esta inscrição hebraica é um tetragrama pronunciado Jehova (lê-se da direita para a esquerda), sendo mais uma das várias alusões ao "Nome de Deus".
Alfa e Omega
Alfa e Omega são, respectivamente, a primeira e última letra do alfabeto grego. Esta é uma referência ao princípio e fim de todas as coisas. Alfa está abaixo dos "Olhos do Pai". Omega encontra-se invertido, na base do Caduceu de Mercúrio. Isto pode significar o caldeirão utilizado pelos alquimistas, ou ainda, o caldeirão (útero) da Deusa, para alguns ocultistas.
Binário
Localizados fora do pentagrama, os números 1 e 2 são referências à bipolaridade; isto é, uma representação de que todas as coisas possuem dois lados. Seguindo este conceito, podemos também compreendê-los como outra manifestação dos pólos masculino e feminino, início e fim, bem e mal, entre outros.
Logos
Logos é uma palavra grega que significa razão, mas também é interpretada como "fonte de idéias" e "verbo divino". Associado ao Tetragrammaton, os números 1, 2 e 3 representam respectivamente o Pai, a Mãe e o Filho. Também pode ser interpretado como a Tríade do Cristianismo (Pai, Filho e Espírito Santo) ou como o triângulo, amplamente encontrado nas tradições esotéricas.
Cálice
O cálice significa o pólo feminino da criação. Na alquimia é utilizado para representar o elemento Água.
Espada Flamejante
A "espada de fogo", dentro do contexto alquímico, representa o próprio elemento fogo. Porém, associado ao Tetragrammaton, assume o papel do pólo masculino e do pênis, símbolo de fertilidade entre as antigas tradições.
Báculo
Báculo é o bastão comumente usado por Magos. Está dividido em sete escalas representando os estágios de evolução. Na alquimia está relacionado ao elemento Terra.
Hexágono do Mago
O hexágono do Mago representa o domínio do espírito sobre a matéria. Na alquimia está relacionado ao elemento Ar.

Não é possível definir apenas uma relação entre os vários símbolos que compõem o Tetragrammaton e tampouco uma finalidade específica desse conjunto. Seus sinais transitam entre correntes tão distantes que a interpretação, em certos casos, chega a ser paradoxal.
Se observarmos estas combinações simbólicas através do ângulo alquímico, teremos um determinado resultado. Porém, se analisado através dos conceitos astrológicos, por exemplo, a conclusão poderá ser totalmente distinta. Assim, a atenção e perspicácia do observador tornam-se fundamentais para decifrar o Tetragrammaton, um dos mais antigos e poderosos símbolos da espiritualidade humana.























Incensos




Usados de maneira correta, criam uma atmosfera no ambiente, de energia, equilíbrio e harmonia, que ajuda o ser humano a sintonizar mais facilmente com os planos superiores.

Como ainda hoje acontece, em épocas passadas o incenso era usado para quatro finalidades:

1) Para Agradar aos Deuses:
Acreditava-se que o cheiro agradável e aromático que o próprio homem sentia agradaria aos deuses ou à divindade. Vamos chamá-lo de função de oferenda do incenso.

2) Meio de Oração:
O incenso era visto como um meio para a oração. Acreditava-se que a fumaça ascendente levaria aos deuses as petições daqueles que queimavam o incenso. Por causa de seu cheiro agradável acreditava-se que deveria ser um meio ao qual os deuses não podiam se fechar.

3) Meio de Neutralização:
O incenso era queimado para mascarar ou neutralizar o mau cheiro oriundo de imolações (animais e outros materiais). Pela mesma razão também era usado nos funerais.

4) Meio de Influência Inter-Humana:
O aroma e as vibrações do incenso sintonizam aquele que o queima com uma determinada finalidade ou dão um determinado estado de ânimo às diversas pessoas que se encontram no ambiente onde o incenso é queimado. O aroma e as vibrações despertam em todas as pessoas determinadas sensações e lembrança e sintonizam a psique e a mente com certos objetivos.


O USO DO INCENSO NA ANTIGUIDADE (Histórico)

Entre os Hebreus (com referência no Velho Testamento)

O uso do incenso teve desde a antigüidade um sentido de purificação e proteção. Para os egípcios ele constituía uma forma de manifestação da divindade. No culto dos mortos via-se no uso do incenso um guia para a vida do além.

A partir do momento em que o incenso começou a entrar nos rituais - provavelmente inspirados pelos babilônios - conquistou um papel cada vez mais importante na adoração de Deus.

Aos poucos, no contexto de uma religiosidade mais espiritual, o incenso tornou-se símbolo da oração que se eleva a Deus, significando também a adoração prestada aos deuses.

No judaísmo o incenso era símbolo da adoração e do sacrifício. O odor do incenso devia servir também para aplacar a ira de Javé. De modo geral, o incenso constitui um símbolo de adoração e de veneração a Deus.

O sacrifício do incenso e a adoração identificam, sendo ambos um sacrifício a Deus. Existem numerosas referências contidas no Antigo Testamento a respeito do incenso fazem supor que também entre os hebreus daquela época o uso do incenso era tradicional. Hoje os cientistas são unânimes em dizer que era apenas em torno do século VII antes de Cristo que os judeus incorporaram o incenso em seus rituais.

Inicialmente, o incenso constava poucos ingredientes - óleo de mirra, gálbano e olíbano puro. Seu preparo era reservado aos sacerdotes e acontecia de uma maneira sublime e secreta.

Eis as medidas passadas por Deus à Moisés segundo a Bíblia (Velho Testamento):

Êxodo 30:34 - Disse mais o Senhor a Moisés: Toma especiarias aromáticas: estoraque, onicha e gálbano, especiarias aromáticas com incenso puro; de cada uma delas tomarás peso igual; 35 e disto farás incenso, um perfume segundo a arte do perfumista, temperado com sal, puro e santo; 36 e uma parte dele reduzirás a pó e o porás diante do testemunho, na tenda da revelação onde eu virei a ti; coisa santíssima vos será. 37 Ora, o incenso que fareis conforme essa composição, não o fareis para vós mesmos; santo vos será para o Senhor.

Queimava-se incenso durante os sacrifícios e quando amadureciam as primeiras frutas. Além do mais, era queimado, independentemente de tais acontecimentos externos, de manhã e à noite sobre um altar especial, ou num turíbulo especial. Grandes doses de incenso aromático também eram usados para a purificação das mulheres.

NO EGITO DOS FARAÓS

Os antigos egípcios eram mestres no preparo e uso dos incensos. O mais famoso de todos os incensos egípcios é o kyfi. O historiador romano Plutarco escreveu as seguintes palavras sobre o kyfi do Egito Antigo : "Os ingredientes de kyfi proporcionam-nos bem estar à noite. Kyfi é capaz de acolher as pessoas, pode provocar sonhos e fazer esquecer as preocupações cotidianas, dando calma e serenidade a todos que o inalam."

A mistura dos ingredientes de kyfi era preparada durante um ritual secreto acompanhado do canto de textos sagrados. Seu preparo exigia um ritual especial, extremamente secreto no templo. O efeito misterioso do kyfi consistia em gerar um estado de ordem e harmonia.

No antigo Egito, a queima de incenso era uma parte importante em todos em todos os rituais, já que a cada um dos ingredientes dos diversos tipos de incenso eram atribuídas características mágicas e místicas específicas.

Além disso, os egípcios queimavam incenso para, durante suas práticas médicas, expulsar demônios, considerados responsáveis por determinadas doenças.

Até onde sabemos hoje, os egípcios tradicionalmente preparam o kyfi.

A ANTIGÜIDADE GREGA

Apenas um cientista defende a teoria de que o incenso teria chegado aos gregos através do culto a Afrodite, tendo em vista que na Fenícia e em Chipre tradicionalmente se queimava incenso no culto dessa deusa.

Posteriormente, os gregos importaram o incenso da Arábia, como um produto comercial. À semelhança do costume de outros povos, os gregos também queimavam incenso quando faziam imolações, tanto como oferenda independentemente aos deuses quanto como um meio para neutralizar e purificar o cheiro ruim das imolações.

A oferenda de incenso era feita em combinações com frutas, pão, trigo e outros alimentos, ou era oferecida isoladamente em cultos para os deuses ou em rituais domésticos. O incenso também era dado como presente a outras pessoas.

Às vezes, o incenso era jogado sobre o altar de oferendas de modo que seus aromas pudessem se misturar com a fumaça do sacrifício ou as vezes de uma imolação. Queimava-se também incenso fora dos templos.

Os gregos conheciam os incensários que podiam ser segurados na mão. Através de hinos antigos da Grécia, sabemos ainda que no culto de Orfeu eram usados muitos tipos de incenso.

OS ROMANOS

Na religião romana oficial considerava-se como a oferenda sangrenta mais importante o oferecimento de TUS, que designava tanto o incenso em geral quanto a goma-resina (olíbano) em especial. Um ritual era considerado incompleto se não fosse usado o TUS.

Também os deusas da casa recebiam sua porção incensos. Nos altares maiores, era queimado sobre braseiros ou sobre pequenos altares portáteis (foci turibulum). O incenso era transportado e armazenado numa caixinha chamada acerrra, que se enterrava nos túmulos junto com os mortos.

Nos casos de imolações queimava-se uma mistura de incenso, açafrão e louro.

Na época das grandes perseguições dos cristãos pelo imperador Décio, cerca de 250 depois de Cristo, a queima de incenso, era o que o cristão podia provar sua lealdade diante do Estado, e portanto, diante da religião do Estado. Era costume também queimar incenso diante de "retratos ou esculturas" do imperador ou até mesmo diante de sua presença.

OS HINDUS

Poderíamos considerar o hinduísmo um dos baluartes do uso do incenso. Os hindus foram ávidos por aromas e na Antigüidade Clássica, já foram famosos por seus perfumes.

Os hindus queimava incenso pelos mesmos motivos que já vimos, entre os gregos e os romanos, ou seja, de modo ritualístico em público ou no ambiente da casa.

Nessa mesma tradição enquadra-se também a vidente indiana que durante as sessões tenta despertar sua inspiração com a ajuda de plantas e árvores sagradas.

No hinduísmo moderno, o uso do incenso está amplamente difundido. Assim no culto em homenagem a Shiva diante da pedra orissa quanto das estátuas de Krishna se queimam cânfora e incenso.

CRISTIANISMO

Nos ritos da Igreja Cristã, o incenso foi introduzido de forma paulatina. Os cultos da igreja primitiva tinham um caráter simples e, com exceção de finalidades de simples purificação, o incenso era evitado, pois era visto como elemento de origem judaica ou pagã.

O uso do incenso parece evidente para fins cerimoniais não era mais novidade entre os anos de 385 e 388, mas, ao contrário, já havia se tornado tradição. É praticamente certo que o uso do incenso pelos cristãos remete ao estabelecimento oficial da Igreja de Constantino.

Muitas autoridades eclesiásticas afirmam que a ausência de incenso nas listas dos inventários decorre do fato de que nos primeiros trezentos anos depois da época dos apóstolos simplesmente não se usava incenso nas igrejas.

Depois do século V, o uso do incenso foi pouco a pouco se estendendo cada vez mais na Igreja. Desse modo, no século XIV, o incenso já era uma parte indispensável dentro da Missa e de outros cultos religiosos, como as vésperas, a consagração de igrejas e as procissões e funerais.

O fato de que o uso do incenso remetia aos judeus e/ou ao paganismo podem de fato, ter causado a resistência ao incenso dos primeiros cristãos. Não obstante, o incenso era efetivamente usado naquela época para fins de purificação.

A receita do incenso mais antiga que conhecemos por tradição está contida no livro de Êxodo, do Antigo Testamento (capítulo 30, versículo 34). E por fim, o incenso fazia parte também dos presentes que os Três Reis Magos do Oriente trouxeram ao menino Jesus recém nascido (Mateus 2:11 - E entrando na casa, viram o menino com Maria sua mãe e, prostrando-se, o adoraram; e abrindo os seus tesouros, ofertaram-lhe dádivas: ouro, incenso e mirra).

O INCENSO NAS FALANGES CIGANAS

Alguns dos incensos e suas funções astrais:

  • MADEIRA: para abrir os caminhos





  • ALMISCAR: para favorecer os romances





  • JASMIM: para o amor





  • LOTUS: paz, tranqüilidade





  • BENJOIM: para proteção e limpeza





  • SANDALO: para estabelecer relação com o astral





  • MIRRA: incenso sagrado usado para limpar após os rituais e durante eles e também usado quando vai se desfazer alguma demanda ou feitiço.





  • LARANJA: para acalmar alguém ou ambiente.





  • Todo incenso deve ser usado com cautela nunca em demasia como fazem algumas pessoas e deve ser sempre dirigido a alguma causa. Não deve ser utilizado simplesmente por usar, por nada ou sem motivo, deve sempre ter um dono que o receba e que tenha seu nome pronunciado no momento do pedido. O incenso é um expediente sagrado e tem sido usado em rituais sagrados de toda espécie desde que o homem é homem.

    Mantém um poder grande de evocação espiritual e astral e não deve ser usado tão somente para perfumar ambientes ou sem causa porque sempre estaria alcançando uma egrégora qualquer com a vibração que provoca e que está quieta em seu lugar, tem o condão de atrair energia de toda espécie e dos dois planos astrais, negativo e positivo, tem força de ritual e de alimento também, tem força de rejeição ou de atração dependendo do patamar alcançado e da situação especial de quem as ascende.

    É por demais conhecido no mundo da mística astral e por vezes seu uso ou o que emana no mundo imaterial chega a ser disputado quando não pertence a ninguém que o esteja recebendo, podendo muitas vezes provocar visitas ansiosas por novos incensos a serem utilizados.

    Pode parecer simples e de nenhuma gravidade, bem como aconselhado em outras egregoras como de bom agouro e condutor de sorte, limpeza e bom astral, em algumas vezes até como calmante ou nivelação energética de ambientes, contudo, seu uso como tudo no mundo deve ser feito com o critério necessário e mantida a relação correta com o que e quem se pretende atingir, na sua ardência e utilização, sem contar com as preferencias milenares já existentes em alguns casos, no mundo imaterial por uma avalanche de viventes e energias de tipos diversos.

    O uso inadvertido ou pouco conhecido de determinados instrumentos destinados, regra geral a rituais, consagrações e outros tantos motivos, não é aconselhável. Fato que nos leva à necessidade de orientação, pesquisa e instrução à respeito. As coisas que por vezes nos parecem muito simples e que por qualquer motivo nos faz um aparente bem, mas que não esteja dentro de nosso domínio de conhecimento, requer maior atenção e aprendizado.

    Quando se tratar de espírito cigano, com certeza ele indicará o incenso de sua preferencia ou de sua necessidade naquele momento, regra geral o incenso mantêm sempre correspondência com a área de atuação dele ou dela ou do trabalho que estará sendo levado a efeito. Quando se tratar de oferendas e já não estiver estipulado o incenso certo para acompanhar e houver sua necessidade solicitada, bem como nas consagrações o incenso que deve acompanhar devera sempre ser o de maior correspondência com o próprio cigano ou cigana. No caso de uma oferenda normal e tão somente necessária para manutenção, agrado ou tratamento sugere-se o incenso espiritual ou de rosa, que mantém efeito de evocação de leveza, de elevação ou mesmo de louvação espiritual.

    Quando se pretender que alguma coisa , objeto ou ambiente seja bem energizado, ou mesmo se tratar de alguma consagração de algum instrumento utilizado por eles, e for feito sem a participação efetiva do cigano ou cigana e com a devida autorização, pode-se usar o incenso de ópio ou mesmo sândalo, se nenhum foi indicado. É interessante que se tenha sempre a mão esses incensos, no caso de algum cigano pedir para exercer qualquer vibração de energização em algum objeto qualquer que deseje dar ou mesmo prepara para alguém.

    Trecho extraído do livro "Rituais e Mistérios do Povo Cigano"

    Autor: Nelson Pires Filho.
    Ed. Madras

    sexta-feira, 15 de outubro de 2010

    Nomes Mágicos

    Você já deve ter se perguntado do porque os pagãos se dão nomes e, também, dão nomes para seus instrumentos. Fazemos isso, não por um simples capricho. Há um porque disso. O nome ou simplesmente o "mote" trazem consigo uma vibração que ajuda o Pagão a se conectar com as energias daquele nome.
    Por exemplo, se antes de se adotar um nome, fizer o estudo numerológico dele, você poderá pesquisar e adotar o nome que carrega a força de determinado número que necessita ou quer. Agora, se não quiser ter muito trabalho com cálculos, você pode adotar um nome de uma Deidade a qual você admira. Desta forma, você poderá receber algumas das características da Deidade. Escolhida, atente-se para o fato, de que, se o método da numerologia você teria o trabalho de fazer cálculos, neste último você terá que pesquisar a fundo tal Deidade para evitar excesso ou possível falta de algo. Ou ainda, adotar um simples nome que indica diretamente a característica que quer. Mais adiante listarei algumas sugestões de nomes com seus respectivos significados. E por último, poderá criar um nome sem se ater com os aspectos numerológicos, característicos de determinada Deidade. Neste caso, você poderá fazer, através de suas próprias atitudes com que ele se torne um nome de poder.
    É importante ter em mente que além do nome escolhido trazer as características que você deseja, você e ele devem estar em harmonização perfeita. Não se batize perante os Deuses com um nome pelo simples fato de ter sido usado por um grande Deus. Sinta se ele realmente combina com você. Este nome ficará "anotado" para sempre.
    Outra coisa importante, o nome é um caminho para você ficar mais íntimo com a Deusa e com o Deus. Sem dúvida, escolher o próprio nome mágico é uma tarefa difícil, porém excitante. E nunca se esqueça...As palavras trazem consigo PODER...O nome é uma palavra e portanto, você carregará este poder para sempre.

    Depois de Ter encontrado seu nome mágico, você deve fazer um ritual (preferencialmente escrito por você) para se apresentar perante os Deuses (Deusa e Deus). Neste ritual, você deverá queimar um bom incenso, velas claras e uma música suave ou até mesmo dançante. Celebre este ritual criado por você como se fosse uma festa, o que o é, visto que você está nascendo dentro da casa da Deusa e do Deus. A partir do momento em que você gritar para Eles e para os quatro ventos o seu nome, você nasce para uma nova vida.
    Após se apresentar para a Deusa e para o Deus, dê graças a Eles e peça que eles te reconheçam pelo nome dado. Após o pedido, pare em silêncio e faça uma viagem interior. Deixe sua imaginação levar o ritual. Se quiser lhe dê um presente. Terminado seu ritual, se desejar, faça uma reunião com seus amigos para comemorar seu nascimento.

    O Poder do Nome

    Quando nascemos é nos dado um nome. Durante nossa infância, adolescência muitas vezes somos apelidados por nossos amigos. Quando começamos a namorar ou quando casamos somos apelidados por nosso cônjuge e ainda, quando casamos muitas vezes mudamos de nome colocando ou tirando nossos sobrenomes, aí quando há um divorcio no meio do caminho, mudamos tudo novamente, voltando a acrescentar ou retirando o nome de nosso cônjuge. Quando decidimos nos tornarmos pagãos...mais um nome. E se não bastasse este monte de nomes que recebemos, trocamos, tiramos ou colocamos, passamos a nomear nossos instrumentos, nosso covens e por aí vai. Algumas pessoas explicam que estes montes de nomes não são por acaso. Indicam nossa evolução durante nossa vida. Outros ainda afirmam que os nomes representam nosso desenvolvimento durante o tempo de nosso aprendizado
    Nesta vida. Se forem verdadeiras tais afirmações, não sei, porém uma coisa é certa, se nosso nome é exaustivamente pensado para ser escolhido, torna-se uma ferramenta importante para acelerar nossa evolução espiritual e a compreensão de nós mesmos. Quando fixamos nossos pés no caminho espiritual, a partir desse momento começamos a mudar. Trilhar por este novo caminho envolve uma série enorme e transformações físicas, psíquicas e espirituais. E o nosso nome influi neste processo. É o nosso nome que, também, serve de ferramenta mágica para nos fazer viajar em nossos caminhos individuais. Um simples nome pode ser símbolo de pura inspiração ou pode ser a causa de nossas vitórias ou fracassos. Este mesmo nome simples, pode nos associar com poderes elementares e nos presentear com muita energia em nossas vidas, mas também pode servir de chave para uma completa desolação. Eles podem enfatizar aonde nós vamos, o que somos e o que esperamos ser. Pode fazer nos sentir fracos, poderosos, sábios, inocentes ou arrogantes. Não existem limites ao que um simples nome pode trazer a nossa vida.

    Procurando por um Nome
    Você pode procurar por seu nome ideal através da projeção astral, da meditação e outros métodos. Para facilitar esse processo, o indicado é que se tranque a sete chaves em um aposento ou local tranqüilo e tenha a certeza que não será incomodado, seja por telefone, visitas inesperadas, etc. Pense:

    "Eu estou procurando o nome que completa, que me renova. Quero o nome que me dê sabedoria, paz...aquele que me eleve perante os Deuses. Aquele que traga a transformação que necessito (ou crie sua própria frase). Em estado meditativo, visualize a importância de ter um nome que se enquadra dentro do que você procura. Fique aberto para ser levado para qualquer ponto do passado, para rituais, para ser surpreendido por qualquer fato. Preste atenção para escutar coisas que podem ser sussurradas para você. Não desanime se não conseguir seu nome nesta primeira tentativa. Tudo tem seu tempo certo para acontecer. Na mesma noite em que saiu a procura de seu nome seguindo as dicas acima, prestes atenção em seus sonhos.“


    Ritual para apresentar seu Nome

    Monte seu altar. Se o seu nome tiver um símbolo que o represente, coloque-o no altar. Por exemplo, se seu nome for águia selvagem, você pode colocar no altar uma pena para simbolizar seu nome. No mesmo altar, deixe a mão papel (pergaminho de preferência), uma caneta e um espelho. Deixe à mão, também, velas, incenso, água mineral e sal marinho, e se preferir, um instrumento musical que tenha preferência, ou um cd com a música que desejar. Abra seu círculo, chame os quadrantes convide as Deidades e diga o seguinte:

    "Eu (diga o antigo nome) uso este nome pela última vez. Eu cresci, eu mudei. Eu evolui para a pessoa que se apresenta perante vocês neste momento. Já não sou mais ................ e já não tenho mais laços com este antigo nome que morreu na hora em que eu renasci".

    Vá até o altar e escreva seu novo nome no papel. Passe o papel pela fumaça do incenso dizendo:

    "Que (seu novo nome) seja consagrado pelos poderes do AR. Que o Ar me dê a força do intelecto, a claridade da visão a pureza do amanhecer no primeiro instante em que eu tiver da nova vida".

    Segure o papel sobre a vela (cuidado para não pegar fogo)

    "Que (seu novo nome) seja consagrado pelos poderes do Fogo. Que o Fogo me dê determinação, força e a energia existente em suas faíscas, durante toda a minha nova vida".

    Borrife sobre o papel a água e diga:

    "Que (seu novo nome) seja consagrado pelos poderes da Água. Que a água me dê a suave intuição, a profunda compreensão e a consciência dos mais profundos mistérios durante toda esta nova vida que nasce".

    Enterre o papel no sal marinho dizendo:

    "Que (seu novo nome) seja consagrado pelos poderes da Terra. Que a Terra me dê força e solidez, que me conecte com as energias da Mãe. Que me presenteie com uma consciência nova livre do temor das noites escuras".

    No caldeirão, queime o papel dizendo em voz bem firme:

    "Eu sou (nome novo)! Ar, Fogo, Água e Terra
    Confirmo meu nome com orgulho.
    Eu sou .............! Eu sou ....................! Eu sou ...................!"

    Dirija-se para cada ponto cardeal e diga:
    Norte, Eu sou ................... que o senhor me conheça a partir de agora!
    Sul, Eu sou ................... que o senhor me conheça a partir de agora!
    Leste, Eu sou ................... que o senhor me conheça a partir de agora!
    Oeste, Eu sou ................... que o senhor me conheça a partir de agora!

    Fique diante do altar e invoque pela Deusa e invoque o Deus Amada Deusa (repetir para o Deus), peço que abençoe, a nova criança que se apresenta diante de vós. Que abençoe meus passos daqui por diante, pois, a partir de agora sou seu filho. Que só terá boca para pronunciar seu Nome. Só terá olhos para ver o brilho de vós. Abençoe-me Mãe. Abençoe-me Pai. A partir deste momento eu sou .................! Feito isto, perca um tempo meditando no que acabou de fazer. Escute sua música, se olhe no espelho e repita seu nome. Encerre o ritual de modo habitual.


    Sugestão de Nomes Mágicos

    .
    GREGO

    • Feminino
    Althea: Cura
    Amarantha: Imortal
    Ariadne: a Filha de sol Deus
    Atena: Deusa de Sabedoria
    Damra: Suavidade
    Demeter/Demetra: Deusa da Colheita
    Irene: Deusa de Paz
    Pandora: Todo Talentoso
    Trina: Pureza
    Xena: Lugar Distante

    • Masculino
    Adonis: Mocidade
    Aeneus: Elogio Merecedor
    Alexander: Grande Protetor
    Ambrose: Imortal
    Appolo: Varonil
    Aristóteles: O Melhor
    Artemus: São e salvo
    Damian/Damon/Daymond: Constante
    Jason: O Curandeiro
    Orion: O Caçador
    Sebastian: Majestoso
    Xanthus: Cabelos dourados

    LATIM
    • Feminino
    Amanda: Merecedora de Grande Amor
    Outono: Queda
    Bellona: Deusa de Guerra
    Diana: Deusa da Caça
    Lena: a Sedutora
    Luna: Lua
    Mônica: Conselheira
    Terra: Deusa da Terra
    Vênus: Deusa de Amor

    • Masculino
    Alban: Puro de Coração
    Ardan/Arden/Ardin: Ígneo
    Foster: o Guardião dos Bosques
    Grifo: Besta Mítica
    Max/Maxim/Maximillian: mais do que Excelente
    Romulus: o Fundador Mítico de Roma
    Rex: o Rei
    Sylvanus: Deus das Florestas

    CELTA

    • Feminino
    Aislin: Sonho
    Betha: Vida
    Bonnie: Bonito
    Brianna: O Forte e Poderoso
    Duvessa: Beleza negra
    Edana: Pouco Fogo
    Edwina: o Amigo Próspero
    Enid: O Espírito ou Alma
    Guinevere/Gweneth: a Senhora Branca ou Justa
    Kelly: o Guerreiro Feminino
    Shannon: Pequeno Sábio
    Ula: Jóia do Mar

    • Masculino
    Ahern: Deus dos Cavalos
    Aurthur: Nobre
    Carlin: Pequeno Campeão
    Cathal: Grande Guerreiro
    Cullen: Bonito
    Dallan/Dallas: Sábio
    Donnovan: o Guerreiro negro
    Duncan: Escuridão
    Edan: Ígneo
    Evan/Ewan/Ewen: o Guerreiro Jovem
    Grady: Nobre
    Kearney: Vitorioso
    Murrough: o Guerreiro do Mar

    INGLÊS

    • Feminino
    Audrey: Força para Superar
    Brook: Perto do Fluxo
    Eadwine: Valioso Amigo
    Edlyn: Nobre
    Ella: a Mulher Bonita
    Kendra: a Mulher Instruída
    Leigh: Do Prado
    Megan: Forte ou Capaz
    Willa: O Desejado

    • Masculino
    Alden/Aldin/Aldis: Velho Amigo
    Garwin: o Camarada no Campo de batalha
    Kenway: Tipo negrito na Batalha
    Taliesin: Sobrancelha Brilhante

    VÁRIOS

    Aditi: Deusa
    Ambika: Deusa de Poder e Destruição
    Amma: Deusa de Mãe
    Anala: Fogo
    Ganesha: Deus da Sorte e da Sabedoria
    Indra: Deusa do Poder
    Manda: Deus do Oculto
    Haimi {havaiano}: O Investigador
    Kala {havaiano}: a Princesa
    Kalevi {finlandês}: o Herói
    Prisca {francês}: O Ancião
    Haldis: Espírito de Pedra
    Ramona: sábio
    Velda: Grande Sabedoria
    Alaric/Alarick: Regra
    Aldrich: Regra Sábia
    Arvin: o Amigo das Pessoas
    Axel: o Pai daPaz
    Derwin: o Amigo dos Animais
    Dustin: o Lutador Valente
    Garner: o Guerreiro Guardião
    Humphrey: o Homem de Paz
    Tate: Alegre
    Warren: o Defensor
    Aponi: Borboleta
    Awenasa: Minha Casa
    Enola: Só
    Gaho: a Mãe
    Kachina: o Dançarino Sagrado
    Mascha: Coruja
    Miakoda: Poder da Lua
    Nahimana: Místico
    Onatah: Filha da Terra
    Satinka: o Dançarino Mágico
    Tadewi: Vento
    Taima: Trovão
    Tuwa: Terra
    Wakanda: Poder Mágico Interno

    quinta-feira, 14 de outubro de 2010

    O Alfabeto da Bruxa



       O alfabeto Theban é um sistema de escrita com origens desconhecidas. Foi publicado pela primeira vez em Polygraphia de Johannes Trithemius (Johann Heidenberg 1462-1516) em 1518, e foi atribuído a Honorius de Thebas. Já seu discípulo Heinrich Cornelius Agrippa (1486-1535) no livro “The Occulta Philosophia -1531” (A Filosofia Oculta) atribuiu o Alfabeto Theban a d’Abano de Pietro (1250-1316).

      O Alfabeto Theban também é conhecido como alfabeto de Honorian ou Runas de Honorian, entretanto não há nenhuma evidência de que o alfabeto Theban tenha sido utilizado como runa. Devido ao amplo uso dos praticantes de bruxaria e Wiccanos, o alfabeto passou a também ser chamado de “Alfabeto das Bruxas”, e, é normalmente utilizado para substituir as letras latinas ao escrever nos Livros das Sombras, servindo, dessa forma, como uma escrita mágicka de difícil compreensão para leigos, o que cria um belo ar de mistério.

      O alfabeto Theban não possui semelhança gráfica com praticamente nenhum outro alfabeto, e não foi encontrado em nenhum local ou publicação antes da de Trithemius. Em comparação ao Latim Arcaico, o Theban, possui uma relação “letra à letra”, perdendo algumas dessas correspondências somente com o Latim moderno, onde as letras J, U e W não possuem representação e são escritos com os mesmos caracteres para I, V e VV consecutivamente.

      Ao que tudo indica o Theban não possui nenhuma pontuação além de um caractere que representa o fim de um texto, quase que equivalente a um ponto final. Nenhuma outra pontuação aparece nos textos de Trithemius ou nos de Agrippa e os posteriores a esses. Logo, ao escrever com o alfabeto Theban podemos utilizar nossa pontuação latina ou inventar caracteres equivalentes. As correspondências com o Latim Arcaico e a falta de pontuações sugerem que tal alfabeto foi inspirado no Latim e no Hebraico.


    Curiosidades

     

    Johannes Trithemius - Era um abade responsável pela biblioteca de seu convento e um grande estudioso de sua época. Ele foi expulso da abadia em razão de seu grande interesse pelo ocultismo e pela ciência, Johannes foi o mestre de Cornelius Agrippa e Paracelso (1493-1541).

    Honorius de Thebas - É um personagem místico da idade média, dizem que ele teria escrito o livro ocultista “The Sworn Book of Honorius” (O Tratado de Honório), mesmo que o primeiro manuscrito desse livro só tenha sido escrito no ano de 1629 d.C. Um mistério ainda ronda a verdadeira identidade desse ocultista, que muitas vezes foi ligado aos papas Honório I e Honório III.

    d Abano de Pietro – Conhecido também como Petrus de Apono ou Aponensis, era um médico, um filósofo, e um astrólogo italiano. Era um médico muito famoso e também um Mago , tendo escrito um grimório chamado “Heptameron” (Não deve ser confundido com o Heptameron de Marguerite de Navarro). Foi por duas vezes perseguido pela inquisição sendo acusado de possuir pacto com o demônio devido ao seu avançado uso da medicina com técnicas de energia e utilização de especiarias Árabes. Conseguiu sair da primeira tortura, mas não resistiu a segunda, morrendo e tendo seu corpo raptado por um amigo para que não fosse queimado em praça pública, já que após sua excomunhão os inquisidores ainda iriam queimar seu corpo como um alerta à população.

    Lendas e Mitos

       As Lendas são as formas mais simples de manter e ensinar os mistérios da Arte. Através de pequenos contos ou formas simbólicas de representar um acontecimento os povos vêm durante as eras ensinando sua cultura, suas religiosidades, e criando uma forma bonita e fácil de manter vivo o conhecimento na mente das pessoas, até daquelas que não dispõem de um bom nível educacional.
       Na WICCA as lendas são uma forma direta de passar ensinamentos, ou de embelezar suas crenças, às vezes criamos lendas para coisas que possuem uma explicação direta e simples, mas como a lenda nos obriga a refletir e indagar, os sacerdotes possuem uma preferência por ensinar os neófitos através de lendas. Logo, quando ler algum conto WICCANO dedique tempo para uma boa reflexão e tente encontrar ali ensinamentos, pois com certeza todas as lendas possuem informações importantíssimas.

    Algumas Lendas 





    A caixa de Pandora

    Epimeteu era  irmão de Prometeu, o  titã que modelou o primeiro homem do barro. No entanto, este, por desavenças com Júpiter, acabara por incorrer na sua ira.
              Temendo  que  Júpiter  viesse  a  querer  se  vingar  dele  ou  do  gênero  humano,  Prometeu decidiu um dia alertar o seu desavisado irmão:
              — Epimeteu, tome cuidado com os presentes que receber de Júpiter — disse Prometeu, chamando-o para um canto. —  Já há algum  tempo que ele anda  furioso comigo, porque ousei roubar o Fogo dos céus para levá-lo aos homens.
              Epimeteu escutou com atenção as palavras judiciosas do irmão e logo as esqueceu com o mesmo empenho.
              Enquanto isso, no Olimpo, Júpiter já havia ordenado a Vulcano — que tinha também as suas veleidades de artífice — que criasse uma nova criatura, uma parelha para o homem.
              — Deixa comigo — disse o deus das forjas.
              Fechando-se em sua fuliginosa oficina com a deusa Minerva, os dois entregaram-se com extraordinário denodo à interessante tarefa. Decorrido algum tempo, a obra estava pronta.
              — Nunca nada de mais perfeito saiu de suas talentosas mãos, excelente Vulcano! — disse Minerva, entusiasmada.
              — Graças a você, cara amiga, que me auxiliou com seus proveitosos conselhos! — disse Vulcano, devolvendo o elogio.
              Diante dos dois  estava um  linda mulher, quase  tão bela quanto a mais bela das deusas. Seus olhos era azuis como o mais límpido céu e de sua boca vermelha e úmida partia um hálito fresco  e  perfumado.  Sua  pele  era macia  como  o mais macio  dos  veludos  e  recobrindo-a  por inteiro havia ainda uma delicada penugem, que lembrava em tudo a maciez da casca do pêssego. Seus  membros,  por  sua  vez,  eram  delicadamente  proporcionados,  tendo  sido  exilada  deles  à força,  em proveito da  graça. A  frente do peito da  encantadora  criatura, Minerva  coloca-n dois pomos que tinham o prodígio de serem, ao toque, ao mesmo tempo macios e firmes, coroando-os  ainda,  num  requinte  de  perfeição,  com  duas  delicadas  protuberâncias,  que  lembravam  duas pequenas cerejas.
              Suas curvas eram perfeitas. De cada flanco do corpo desciam duas linhas curvas voltadas para  dentro,  expandindo-se  somente  à  altura  da  cintura  para  dar  lugar  a  um  estonteante panorama, tendo ao centro um triângulo hermético, que guardava dentro de si todos os segredos da vida e de sua procriação.
              — Vamos, levemos já nossa invenção a Júpiter, para que ele nos dê logo a sua aprovação! — disse Minerva, tão confiante que já dava por certa a aprovação de seu exigente pai.
              E não foi de outra maneira. Tão logo o deus dos Deuses pôs os seus olhos sobre a nova criatura, eles encheram-se de um brilho intenso.
              — Vulcano  e Minerva, vocês  excederam-se  em  tudo o que  se  refere  à beleza! — disse Júpiter, aplaudindo com entusiasmo a obra que tinha diante de si.
              — Batizamos ela de Pandora, meu pai — disse Minerva. — O que acha deste nome?
              —  Pandora,  Pandora  —  repetiu  Júpiter,  deliciado.  —  Tem  um  som  volátil,  alado... Magnífico!
              Antes, porém, de dispensar a criatura, chamou-a a um canto.
              —  Venha  cá,  Pandora,  tenho  um  presente  para  você.  Quero  que  você  leve  isto  aos mortais como sinal de meu apreço por eles — disse Júpiter, entregando-lhe uma caixa dourada, ricamente trabalhada com arabescos e filigranas de prata.
              Pandora arregalou os olhos ao ver diante de si aquele presente tão magnífico. Sem poder conter-se, quis logo abrir a maravilhosa caixa, mas foi impedida pelo autor do presente.





    A Deusa no Reino da Morte 

    Neste mundo, a deusa é vista na lua, aquela que brilha na escuridão, aquela que traz a chuva que move as marés, a senhora dos mistérios.
    E, enquanto a lua cresce e mingua, e anda três noites no sei ciclo da escuridão, diz-se que a deusa, certa vez passou três noite no reino da morte.
    Pois, no amor, ela sempre busca seu outro self e, uma vez no inverno do ano em que ele havia desaparecido da terra verde, ela o seguiu e chegou, finalmente, aos portões além dos quais os vivos não entram.
    O guardião do portão desafiou-a e desnudou-se de suas roupas e jóias, pois nada pode ser levado para aquela terra.
    Por amor ela estava aqui confinada como todos os que ali penetram, e foi conduzida à morte.
    Ele a amava e ajoelhou-se a seus pés, deu-lhe o beijo quíntuplo e disse: -Não retorne ao mundo dos vivos, mas permaneça aqui comigo e tenha paz, descanso e conforto. Mas ela respondeu: -Por que você faz com que todas as coisas que amo e prezo murchem e morram? -Senhora - disse ele -É destino de tudo que aquilo que vive morrer. Tudo passa, tudo se esvai. Eu trago conforto e consolo para aqueles que cruzam os portões, para que possam rejuvenescer, mas você é o desejo do meu coração, não volte, fique aqui comigo.
    E ela ficou com ele durante três dias e três noites, e ao final da terceira noite, ela colocou sua coroa, que se tornou o diadema que ela colocou em seu pescoço, dizendo: -Eis o circulo do renascimento. Através de você todos saem da vida, mas através de mim todos podem renascer novamente. Tudo passa tudo muda. Mesmo a morte não é eterna. Meu é o mistério do ventre, que é o caldeirão do renascimento. Penetre em mim e me conheça e estará liberto de todo o medo. Pois se a vida é somente uma passagem para a morte, a morte é somente uma passagem de volta para a vida e em mim, o círculo sempre gira.
    Amorável ele penetrou-a e assim renasceu para a vida.
    No entanto ele, é conhecido como senhor das sombras, o confortador e consolador, aquele que abre os portões, rei da terra da juventude, o que dá paz e descanso.
    Mas ela é a mãe de toda a vida; dela todas as coisas nascem e para ela devem retornar novamente.
    Nela estão todos os mistérios da morte e do renascimento; nela encontra-se a realização de todo o amor.
     
     
     

     

    A Lenda da Descida da Deusa ao Mundo Subterrâneo

    Nos tempos antigos, nosso Senhor, o Cornudo, era (e ainda é) o Consolador, o Confortador.
    Mas os homens o conheciam como o terrível Senhor das Sombras, solitário, inflexível e justo.
    Mas nossa Senhora, a Deusa resolveria todos os mistérios, até mesmo o mistério da morte; e assim ela viajou ao Mundo Subterrâneo.
    O Guardião dos Portais a desafiou...

    "...Tira tuas vestes, põe de lado tuas jóias, pois nada tu podes trazer contigo o interior desta nossa terra ."

    Assim ela se despojou de suas vestes e de suas jóias, e foi amarrada, como todos os vivos que buscam ingressar nos domínios da Morte, a Poderosa, têm que ser.
    Tal era a beleza dela, que a própria Morte se ajoelhou e depositou sua espada e coroa aos seus pés...

    ... E beijou seus pés, dizendo: "Abençoados sejam teus pés, que te trouxeram por estes caminhos. Permanece comigo, mas deixa que eu ponha minhas mãos frias sobre o teu coração."

    E ela respondeu: "Eu não te amo. Por que fazes todas as coisas que amo e nas quais me comprazo fenecerem e morrerem?"

    "Senhora" – respondeu a Morte – "Trata-se da idade e da fatalidade, contra as quais sou impotente. A idade, o envelhecimento, leva todas as coisas a definharem; mas, quando os homens morrem ao desfecho de seu tempo, concedo-lhes repouso, paz e força para que possam retornar. Mas tu, tua és linda. Não retornes, permanece comigo."

    Mas ela respondeu: "Eu não te amo".

    E então disse a Morte: "Se não recebem minhas mãos sobre seu coração, tens que te curvar ao açoite da Morte."

    "É a fatalidade, melhor assim..."
    – ela disse e se ajoelhou.

    E a Morte a açoitou brandamente.

    E ela bradou: "Eu conheço as aflições do amor."

    E a Morte se ergueu e disse: "Sejas abençoada."

    E lhe deu o beijo quíntuplo, dizendo: "Assim apenas pode atingir a alegria e o conhecimento".

    Então a Morte desamarra os seus pulsos, depositando o cordel no chão.
    E ele a ela ensina todos os seus mistérios e lhe dá o colar que é o círculo do renascimento.
    A Deusa, então, toma a coroa e a recoloca na cabeça do Senhor do Mundo Subterrâneo.
    E ela ensina a ele o mistério da taça sagrada, que é o caldeirão do renascimento.
    A Deusa toma o cálice em ambas as mãos, eles se entreolham, e ele coloca ambas as mãos nas dela.
    Eles amaram e se tornaram um, pois há três grandes mistérios na vida do homem, e a magia os controla todos.
    Para realizar o amor, tendes que retornar novamente no mesmo tempo e no mesmo lugar daqueles que são os amados; e tendes que encontrá-los, conhecê-los, lembrá-los e amarrá-los de novo.
    O Senhor do Mundo Subterrâneo solta as mãos da Deusa e esta recoloca o cálice no seu lugar.
    Ele toma o açoite em sua mão esquerda e a espada na sua mão direita e fica na posição do Deus, antebraços cruzados sobre o peito, espada e açoite apontados para cima.
    Ela fica na posição da Deusa, pernas escarranchadas e braços estendidos formando o pentagrama.
    Mas para renascer tendes que morrer e ser preparado para um novo corpo.
    E para morrer tendes que nascer, e sem amor não podes nascer.
    E nossa Deusa sempre se inclina para o amor, e o júbilo, e a ventura; e ela protege e acaricia suas crianças ocultas na vida, e na morte ministra o caminho da comunhão com ela; e mesmo neste mundo ela lhes ensina o mistério do Círculo Mágico, que é disposto entre os mundos dos homens e dos Deuses

     

     

    O Nascimento de Vênus

       A véspera do nascimento de Vênus fora um dia violento. O firmamento, tingindo-se subitamente de um vermelho vítreo, enchera de espanto toda a Criação. Saturno, munido de sua foice, enfrentara o próprio pai, o Céu, num embate cruel pelo poder do Universo. Com um golpe certeiro, o jovem deus arrancara fora a genitália do pai, tornando-se o novo soberano do mundo. Um urro colossal varrera os céus, como o estrondo tremendo de um infinito trovão, quando o Céu fora atingido.           O fecundo órgão do deus deposto, caindo do alto, mergulhara nas águas profundas, próximo à ilha de Chipre. Assim, o Céu, depois de haver fecundado incessantemente a terra — dando origem à estirpe dos Deuses olímpicos -, fecundava agora, ainda que de maneira excêntrica e inesperada, o próprio Mar.
              Durante toda a noite o mar revolveu-se violentamente. A espuma do mar, unida ao sangue do deus caído, subia ao alto em grandes ondas, como se lançasse ao vento os seus leves e espumosos véus. Mas quando a Noite recolheu finalmente o seu grande manto estrelado, dando lugar à Aurora, que já tingia o firmamento com seus dedos cor-de-rosa, percebeu-se que as águas daquele mar pareciam agora outras, completamente diferentes.
              O borbulhar imenso das ondas anunciava que algo estava prestes a surgir.
              Das margens da ilha de Chipre, algumas ninfas, reunidas, apontavam, temerosas, para um trecho agitado do mar:
              — O mar está prestes a parir algo! — disse uma delas.
              — Será algum monstro pavoroso? — disse outra, temerosa.
             Mas nem bem o sol lançara sobre a pátina azulada do mar os seus primeiros raios, viu-se a espuma, que parecia subir das profundezas, cessar de borbulhar. Um grande silêncio pairou sobre tudo.
              — Sintam este perfume delicioso! — disse uma das ninfas.
              As outras, erguendo-se nas pontas dos pés, aspiraram a brisa fresca e olorosa que vinha do alto-mar. Nunca as flores daquela ilha haviam produzido um aroma tão penetrante e, ao mesmo tempo, tão discreto; tão doce e, ao mesmo tempo, tão provocantemente acre; tão natural e, ao mesmo tempo, tão sofisticado.
              De repente, do espelho sereno das águas — nunca, até então, o mar tivera aquela lisura perfeita de um grande lago adormecido — começou a elevar-se o corpo de alguém.
              — Vejam, é a cabeça de uma mulher! — gritou uma das ninfas.
              Sim, era uma bela cabeça — a mais bela cabeça feminina que a natureza pudera criar desde que o mundo abandonara a noite trevosa do Caos. Um rosto perfeito: os traços eram arredondados onde a beleza exigia que se arredondassem, aquilinos onde a audácia pedia que se afilassem e simétricos onde a harmonia exigia que se emparelhassem.
              O restante do corpo foi surgindo aos poucos: os ombros lisos e simétricos, os seios perfeitos e idênticos — tão iguais que nem o mais consumado artista saberia dizer qual era o modelo e qual a sua réplica perfeita. Sua cintura, com duas curvas perfeitas e fechadas, parecia talhada para realçar o umbigo perfeito, o qual acomodava delicadamente, como um encantador pingente , uma minúscula e faiscante pérola. E, logo abaixo, um véu triangular — loiro e aveludado véu -, tecido com os mais delicados e dourados fios, agitava-se delicadamente, esbatido pela brisa da manhã. Nenhum humano podia saber ainda o que ele ocultava — seu segredo mais cobiçado, que somente a poucos seria revelado.
              Algumas aves marinhas surgiram, arrastando uma grande concha, a qual depositaram ao lado da deusa — sim, era uma deusa -, para que ela, como em um trono, se assentasse. Um marulhar de peixes saltitantes a cercava, enquanto golfinhos puxavam seu elegante carro aquático até as areias da praia cipriota.
              Nem bem a deusa colocara os pés na ilha, e toda ela verdejou e coloriu-se como nunca antes havia sido. Por onde ela passava, brotavam do próprio solo maços aromáticos de flores multicores, os pássaros todos entoavam um concerto de vozes perfeitamente harmoniosas e os animais quedavam-se sobre a relva com as cabeças pendidas, para receber o afago daquela mão alva e sedosa.
              — Quem é você, mulher mais que perfeita? — perguntou-lhe, finalmente, a ninfa que primeiro recuperara o dom da fala.
              — Sou aquela nascida da espuma do mar e do sêmen divino — respondeu a deusa, com uma voz cristalina e docemente áspera, envolta num hálito que superava em delícia ao de todas as flores que seus pés haviam feito brotar.
              No mesmo dia, a extraordinária notícia do nascimento de criatura tão bela chegou ao Olimpo, e os Deuses ordenaram que as Horas e as Graças a fossem recepcionar. Ainda mais enfeitada pelas mãos destas caprichosas divindades, apresentou-se a nova deusa diante de seus pares no grandioso salão do Olimpo, sendo imediatamente acolhida e festejada pelos deuses.
             
              Mas quando todos ainda se perguntavam quem seria, afinal, aquela criatura encantadora, um descuido — seria, mesmo? — pôs fim a todas as indagações. Pois o véu que a envolvia, descendo-lhe até os pés, revelara o que nenhum dos embelezamentos artificiais pudera antes realçar: a sua infinita beleza original.
              — E Vênus, sim, a mais bela das deusas! — disse o coro unânime das vozes.


    Lua Azul



    Lua Azul !!!


    Todos sabem que a Lua, a medida que se desloca relação ao sol, apresenta quatro fases distintas durante o mês: cheia, minguante, nova e crescente. Mas pode um único mês ter duas luas cheias? Quem respondeu que não errou. Não apenas pode como isso não é tão incomum. Acontece a cada três anos. Foi o caso de janeiro, que teve a primeira lua cheia primeiro e a segunda no dia 31. Março também terá duas luas cheias. Trata-se de um fenômeno raro para o qual os astrônomos têm chamado a atenção (tal coincidência ocorre apenas quatro anos em cada século, o próximo só no distante 2018).

    "Isso é possível porque um mês terrestre tem em média 30,5 dias enquanto o mês lunar tem 29,5 dias" diz Roger Sinnott, editor da revista americana de astronomia Sky & Telescope. Ou seja, o tempo que o satélite gasta para girar em torno do planeta é um pouco menor do que o do movimento de rotação da terra. Faça as contas: se o primeiro ou o segundo dia de um determinado mês tiver a lua cheia, outra se seguirá no dia 31. Quando esse mês é janeiro, acontece o fenômeno em dois meses do mesmo ano, pois fevereiro tem apenas 28 dias e as duas luas cheias se repetem em março. A faze da lua cheia dura uma semana, mas sua plenitude, o momento em que a vemos como um círculo perfeito, apenas um dia.

    Quando ocorre o fenômeno das duas luas cheias no mesmo mês, a segunda é chamada de lua azul (mesmo que continue esbranquiçada como sempre foi). Por que, ninguém sabe. O folclorista canadense Philip Scock, após ter pesquisado o assunto, afirma que a expressão é usada desde o século XVI (16) para representar algo muito raro.



    O que é Lua Azul?


    Segundo diz o Dicionário de Astronomia e Astronáutica de Ronaldo R. F. Mourão, Lua azul é: "Coloração levemente azulada do disco aparente da Lua, provocada por partículas de cinza, poeira vulcânica, etc., na alta atmosfera terrestre... É um fenômeno raro, e deu origem, nos tempos medievais, quando a Lua Cheia era a principal fonte de iluminação da noite, à expressão: uma vez na Lua Azul...". Também ele define como "a ocorrência de duas Luas cheias no mesmo mês". Muitos astrônomos desconhecem a origem do termo "Azul", e acreditam que faz parte do folclore, não tendo nenhuma relação com cor azulada da Lua, apenas com a ocorrência de duas Luas Cheias no mesmo mês.

    No folclore norte-americano toda Lua Cheia tem seu próprio nome. Mas porque não há um número exato de ciclos lunares todos os anos, 29.53 dias (duração de um mês sinódico lunar) x 12 não são iguais a 365 dias, acontecerá de três anos um mês que terá DUAS Luas Cheias. A segunda do mês é chamado Lua Azul. Também pode haver mais de duas Lua Azul num mesmo ano como em 1999 e em 2018. Esses meses sempre serão o mês de janeiro e março, pois para ocorrer duas Lua Azul num mesmo ano temos que ter um mês com menos de 29 dias e que não tenha nenhuma Lua Cheia, este mês é fevereiro. Logo, o mês anterior terá duas e o seguinte duas (janeiro e março).




    Qual é o Processo Atmosférico que causa uma Lua Azul?


    Como mencionado anteriormente, o folclore do povo norte-americano tem dado nomes para cada um das Luas Cheias vistas durante o ano. Uma Lua Azul é o nome da segunda Lua Cheia que acontece em um mesmo mês. Assim como 'azul' não significa a cor da Lua, e não é relacionado a qualquer fenômeno atmosféricoNão sabemos por que nossos antepassados decidiram chamar isto uma Lua Azul.

    Há um livro em alemão, chamado " Die Welt des Mondes" que R. Oldenbourg publicou em 1957 que inclui um artigo aparentemente escrito por Patrick Moore em 'Guia para a Lua' imprimido em 1953 por Eyre e Spottiswoode. Steffens comenta que no seu instituto há testemunha (Um Professor "Isserstedt") que de fato viu a Lua Azul no ano 1954. Ela estava AZUL, não azulada ou pouco azul, mas AZUL. O artigo de Patrick Moore descreveu várias observações de Luas Azuis em 1944 na América, em 1949 em Queensland, e na Inglaterra em 26 de setembro de 1950. De acordo com Moore, que testemunhou o evento em 1950 diz:
    "A lua estava em um céu ligeiramente nublado e teve um tipo de cor azul adorável, comparável ao brilho de uma descarga elétrica. Eu nunca tinha visto algo semelhante antes"
    Aparentemente este fenômeno foi informado ao mundo inteiro por muitas pessoas. Isto faz acreditar que pó na atmosfera em altitudes muito altas causa o evento, e o evento em 1950 visto na Inglaterra pode ter sido produzido por um grande e anormal estação de fogos em florestas do Canadá e ao redor do mesmo. A causa atual pode ter relação com absorção seletiva da luz da Lua por partículas de fuligem de certo tamanho.





    Lua Azul na Wicca


    A Lua Azul é o nome que recebe a Segunda Lua Cheia de um Mês, que é um momento especial de celebração, pois é um Lua de energia reforçada. È um tempo em que se pode buscar aconselhamento para caminhos espirituais, pedindo à Deusa que reforce os laços de conexão com você.

    Tradicionalmente, a Lua Azul é uma Lua do Amor, onde poderemos trabalhar todas as questões relativas a esse sentimento que move os mundos: o amor próprio, o amor pelo outro, o amor universal. Nesta Lua Azul, as conjunções Plutão/Sol e Saturno/Lua recomendam cautela com os relacionamentos e anunciam que é tempo de reestruturações.

    Toda Lua Azul também é um tempo em que fica facilitada a conexão com o mundo das Fadas, com o Povo Pequeno. Nesta Lua celebre uma Deusa celta do amor: Aisling, Deusa Fada que propicia a seus cultuadores sorte no amor e a realização dos mais acalentados sonhos. Faça um altar com muitas flores, use música suave de flautas, velas multicoloridas e incenso de jasmim e ylang-ylang. Coloque em uma garrafa azul ou embrulhada em celofane azul, água mineral e a exponha aos raios da lua cheia para imantá-la com a energia desta Lua Azul. Use essa água em suas poções e banhos de amor durante o ano, banhe com ela seu espelho mágico para aumentar sua auto-estima.

    Faça no chão, em seu jardim, ou ao lado de seu altar, um círculo para as fadas virem dançar nessa noite. Trace o círculo com balas e pedacinhos de bolo, coloque no centro uma maçã e uma taça com água de fonte, ou água mineral. Convide o Povo Pequeno para esse círculo, pedindo à Deusa Aine, Senhora das Fadas, que ali compareçam as mais adequadas a seus objetivos.

    Sente-se de frente para o Círculo e coloque seu caldeirão no chão. Feche os olhos, respire profundamente 3 vezes e comece a ver uma Clareira na floresta, cheia de flores, com um perfume delicioso. Veja o povo pequeno dançando em seu círculo e perceba a chegada de Aisling, que dança graciosamente até que chega perto de você. Ela tem um rosto feliz, saúda você e ouve suas três perguntas:

    - Como eu posso me amar mais?
    - Qual a pessoa que pode partilhar comigo seu amor?
    - Que eu preciso fazer para que ela chegue até minha vida?

    Escute atentamente as respostas da Deusa e siga fielmente suas instruções. Volte pelos caminhos que tiver percorrido, tome consciência de seu corpo e siga fielmente as instruções de Aisling.


    quarta-feira, 13 de outubro de 2010

    Cristais

    Introdução
    Os cristais são poderosas ferramentas que trazem o equilíbrio natural para as partes: físicas, psicológicas e espirituais. Eles representam o poder da natureza superior. A energia que sai dos cristais, é uma composição dos elementos da natureza e dos raios vibracionais. Transmitem uma espécie de raio que é absorvido pelo corpo físico. Esses raios absorvidos pelo corpo desbloqueiam e alinham os chakras (são os setes centros de energia que todos nós temos).
    O primeiro cristal
    Uma dica para as pessoas que desejam obter um cristal, é segurá-lo e procurar sentir uma vibração que eles emitem. Se sentir a mudança de temperatura ou formigamento nas mãos, este será o cristal ideal para você. Após a compra do cristal, você deverá fazer um processo especial de limpeza e energização do cristal. Aqui vai algumas dicas:
    Método de limpeza
    1 – Pegue uma bacia de vidro ou plástico (não pode ser de alumínio), coloque água e sal grosso, deixe os cristais submersos por 24 horas ou mais;
    2 – Deixe os cristais expostos à chuva forte, desta maneira eles descarregarão as energias negativas para a terra;
    3 – Acenda um incenso de seu gosto e assopre a fumaça em direção aos cristais. Faça este processo três vezes.
    Método de energização
    1 – Para quem mora perto de um rio ou riacho, é uma ótima opção, deixar a água da correnteza cair sobre os cristais por alguns minutos;
    2 – Deixe os cristais expostos à luz solar, no mínimo por 6 horas, ou deixe exposto a luz lunar, ficando a noite inteira;
    3 – Pegue um ou dois cristais de cada vez. Segure-os na mão, deixando a água da torneira cobrir os cristais, imaginando uma luz dourada penetrando no cristal. Permaneça com os cristais na água por dois minutos ou mais;
    4 – Enterre os cristais e deixe-os por 24 horas;
    5 – Deixe os cristais perto de uma Drusa (Quartzo Transparente com várias pontas) por algumas horas.


    Significado de alguns Cristais



    Ágata
    Desenvolve a coragem e a força, ajudando a descobrir a verdade e a aceitar o destino. Fortalece o corpo e a mente. É uma pedra energética e poderosa. Auxilia no sistema circulatório e no pâncreas.


    Alexandrita 
    Ajuda a reconstruir a mente, corpo e o espírito após traumas recentes. Beneficia o sistema nervoso, o baço e o pâncreas. Traz o equilíbrio emocional e mental. É uma pedra com poderes regenerativos. Cria uma ligação mental, emocional e dos corpos etéricos, levando a um estado maior de equilíbrio. Combate a baixa estima e disordens do sistema nervoso. Inspira felicidade, criatividade, expansão da consciência e o amor pela vida.


    Amazonita
    Acalma o sistema nervoso. Taz força para o coração e para o corpo físico. Equilibra todos os chakras. É usado no tratamento de disordens do sistema nervoso. Inspira paz, ligação com a alta dimensão e claridade. Ele limpa e equilibra os corpos astrais. 


    Âmbar
    Permite o corpo a se curar pela absorção e transmutação de energia negativa para positiva. Ajuda a dar disposição e etimula o intelecto. Abre o chakra coronário. Ajuda a conectar-se com a consciência da perfeição universal e a realização espiritual. Usado em casos de perda da memória, ansiedade e incapacidade de tomar as próprias decisões. 
    Ametista
    Ajuda na parte do crescimento espiritual, levando-o à alta consciência. Corta as ilusões e é de grande ajuda para os meditadores. Facilita a transmutação das energias baixas para frequências altas, ambos espiritual e níveis etéricos. Limpa as conexões entre o plano da Terra, outros mundos e multidimensões. Transmuta e equilibra qualquer energia disfuncional localizado em qualquer parte do corpo. Ametista também traz estabilidade, força, vigoração e paz. Usado no tratamento de disordens do sistema nervoso, digestivo e celulares, coração, estômago, pele e dentes. Elimina o stress. Inspira cura, e intuição.


    Ametrine 
    Ametrine encouraja o otimismo. Esse cristal traz harmonia e a sensação de bem estar que não irá se acabar mesmo quando estiver sob stress. Harmoniza a percepção e as ações feitas conscientemente. Estimula a criatividade que vem com muita energia. Ametrine improvisa nosso controle sobre nossas próprias vidas. Tem efeito extraordinário de limpeza no nosso metabolismo e em cada camada de nosso corpo. Faz com que nosso sistema nervoso trabalhe melhor e harmoniza nossos órgãos.


    Apatita 
    Encoraja vivacidade, ajuda na exaustão, especialmente se você tem falta de ânimo e trabalha por períodos longos e extremos. Também ajuda a reduzir irritabilidade e agressão. Ajuda a combater a indiferença, mágoa, raiva e a falta de incentivo. Também nos ajuda a voltar a nossa atenção para circunstâncias mais felizes. Estimula a pessoa a comer mais saudável, mobiliza as reservas de energia, encouraja a formação de células novas e também o crescimento de cartilagem. Melhora a nossa portura, raquitismo, artrite e problema nas juntas. Promove a cura em ossos quebrados.


    Aquamarina 
    Ajuda na digestão, limpa e equilibra o emocional. Fortalece o fígado, baço e rins. Estimula as células brancas do sangue. Ajuda a esclarecer confusões e também ajuda a trazer clareza quando estiver tratando de negócios. Harmoniza as glândulas pituárias, regulando o crescimento e harmonizando seu balanço natural. Ajuda a melhorar problemas de vista, especialmente para aqueles que não conseguem ver de perto. Ajuda a acalmar as reações do nosso sistema imune, febre, doenças e alergias.


    Citrine 
    Nos ajuda a lidar com a depressão e nos livrar de influências opressivas. Citrine encoraja a nos tornarmos extrovertidos e também encoraja à nos expressarmos melhor. Estimula a abilidade de nos confrontar e ajuda a tirar conclusões rápidas de situações e entendê-las melhor. Estimula nosso sistema digestivo e ajuda em casos de diabete. Fortifica nosso sistema nervoso e tem um efeito caloroso.


    Crisopásio
    Ajuda a passar confiança para outras pessoas e ajuda também a trazer o sentimento de segurança. Nos ajuda a se tornar independentes de outras pessoas e a ser felizes. Reduz o ciúme, dores de cabeça e também ajuda em problemas sexuais. Desentoxifica nosso sistema físico. Nos ajuda a lhe dar com imagens opressivas. Esse cristal é ótimo para crianças que acordam à noite e não conseguem reconhecer as coisas à sua volta. Ajuda na estimulação e eliminação de toxinas em nosso corpo.


    Diamante 
    Transmuta as energias negativas para positivas. Purifica o corpo e o espírito. Amplifica as energias do corpo e da mente. Inspira inocência, purificação, confiança, abundância e serenidade. Ajuda a nos dar uma completa visão de nossas consequências e de nossas ações. Encoraja o pensamento lógico e faz possível a conexão entre os fatos. Nos dá a abilidade de aprender as coisas com rapidez, fazendo conexão imediata entre as impressões e coisas familiares. Diamante também encoraja a abilidade de tomar decisões e resolver problemas.


    Mármore 
    Ajuda a trazer os sentimentos reprimidos à tona e a se livrar de insatisfação emocional. Ajuda a abrir novos caminhos, novas prospectivas e estimula na criatividade de resolver problemas. O cristal Mármore improvisa o processamento de cálcio em nosso corpo, tendo um efeito similar do cristal Calcita.


    Quartzo Fumê 
    Usada em meditações, permite penetrar em áreas obscuras trazendo luz e amor. O quartzo fumê é associado com o chakra do umbigo e é um dos cristais mais poderosos, também ajudando a estimular e purificar as energias.


    Quartzo Rosa  
    Liberta ressentimentos como culpa, medo, ciúmes e raiva. Auxilia os rins e o sistema circulatório. Equilibra as partes emocionais e sexuais. Ótimo para quem tem medo de mostrar suas emoções. O Quartzo Rosa é o cristal mestre dos curadores.


    Quartzo Transparente 
    Ativa a cura no corpo físico. É um poderoso harmonizador e curador da aura. Limpa as condições da atmosfera e neutraliza a negatividade em qualquer nível. Os cristais grandes ajudam a harmonizar e equilibrar as energias do meio ambiente. Ajuda na abertura e expansão da mente. Inspira claridade e confidência.


    Zircônia 
    Ajuda a acalmar as emoções. Traz proteção contra a insônia e a depressão. Fortalece a mente e aumenta a auto-estima. Ajuda a se tornar desapegado de coisas materias e objetos e vivenciar mais a realidade. Ajuda a superar o sentimento de perda. Estimula a avaliar as coisas importantes da vida. Estimula o fígado, alivia dores e dissolve câibras. Zircônia é conhecido também pelo seu efeito de aliviar dores pré menstruais.