quinta-feira, 7 de outubro de 2010

As Deusas )O(

Uma breve descrição das seis Deusas do século XXI 



(Tamaris Fontanella)
 

ATENA rege tudo o que se relaciona com a civilização, o que vale dizer, todos os aspectos da vida urbana, das cidades e daquilo que chamamos ocupações “civilizadas”, que pode incluir tudo o que serve para manter a cidade ou nação-estado que comanda. Atena rege a tecnologia, a ciência e todos os ofícios práticos, as artes literárias, a educação e a vida intelectual em todas as suas formas. Para a mulher moderna que mora na cidade, Atena guia todos os aspectos de sua carreira, de sua profissão e de como ela se relaciona com o mundo patriarcal.

ÁRTEMIS é a regente das selvas e dos ermos, é uma deusa da natureza em sua forma virgem ou indomada. Ela estabelece um nítido contraste com Atena que representa a natureza domada e civilizada. Ártemis está particularmente próxima dos animais, da caça e daqueles ciclos da natureza que regem igualmente o mundo animal e o humano; ela também é a deusa da parturição. Sendo uma deusa lunar rege toda a vida dos instintos, enfatizando - ao contrário de Atena - mais o corpo do que a cabeça e voltando-se para todas as atividades físicas, práticas e ao ar livre, o que hoje incluiria o atletismo e a dança. Como está envolvida com a natureza instintiva e a caça, é ela quem rege as matanças e os sacrifícios sangrentos. Ela complementa e ajuda Perséfone no que tange à morte: Ártemis compreende a morte do corpo; Perséfone, a transição do espírito. Está ligada às práticas antigas do xamanismo, que incorporam ambos aspectos.

HERA é a rainha dos céus, ou Olimpo, e ocupa-se do poder e da governança. Como esposa do deus Zeus, ela rege o casamento, o companheirismo e todas as funções públicas em que uma mulher exerce o poder, responsabilidade ou liderança. Extremamente preocupada com a moralidade social e com a preservação da integridade da família, ela também supervisiona todos os aspectos da tradição e da coesão de uma comunidade. Nesse sentido, partilha com Atena a visão de uma vida civilizada e a manutenção dos valores patriarcais simbolizados por seu marido, Zeus. Quando seu poder é restrito ao cenário familiar ela se torna a indiscutível matriarca da família.

PERSÉFONE é a rainha dos mortos e rege todos os aspectos do contato com o mundo avernal: o mundo espiritual ou domínio dos mortos. Consciente ou inconscientemente, ela está em contato com os poderes transpessoais superiores da psique, denominados espíritos e que Jung chamou de arquétipos. Nos termos da psicologia moderna diríamos que Perséfone rege a mente inconsciente mais profunda, o mundo onírico, e tudo o que se relaciona com os fenômenos psíquicos ou paranormais e com o misticismo. Portanto, está envolvida com a mediunidade ou canalização de espíritos, com a capacidade visionária, com os assuntos e com áreas de cura mental abrangidas por certas formas de psicoterapia. Por ser a deusa dos mortos ela estará presente em todo acontecimento ou circunstância em que ocorrer morte ou perda trágica e também nas perdas menores, nas separações, nos traumas.

DEMÉTER é a descendente mais direta da Mãe-Terra; é a deusa da maternidade e de tudo o que se refere às funções reprodutoras, particularmente a experiência interior dos ciclos da menstruação e gravidez. Por reger a semente e o fruto é, às vezes, chamada Senhora das Plantas, simbolizando sua profunda ligação com todos os aspectos da alimentação, do crescimento, dos ciclos das safras, e da colheita e preservação dos alimentos. É profundamente dedicada a alimentar e a cuidar do crescimento orgânico do corpo. A maior parte de sua energia é dirigida ao sustento e à proteção dos bebês, crianças e criaturas em crescimento.

AFRODITE rege o amor e a eroticidade, ou seja, todos os aspectos da sexualidade, da vida íntima e das relações pessoais. Como a ela pertence o poder de incitar e seduzir os sentidos, Afrodite é a deusa da beleza e, portanto, das artes visuais - pintura, escultura, arquitetura - e também da poesia e da música. Ela é uma deusa ”cultivada” como Atena, visto que a influência se dá no âmbito privado, embora seja mais “pessoal” do que pública ou coletiva. Conseqüentemente, ela rege os salões, a inspiração artística e todo contato criativo entre os sexos.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

LOREENA MCKENNITT THE MUMMERS' DANCE

The Mummers' Dance (tradução) Loreena McKennitt
A Dança dos Mascarados

No na época de primavera
Quando as árvores estao coroadas com folhas
Quando os freixos e carvalhos, e os vidoeiros e yews
Estão todos vestidos com fitas

Quando corujas chamam a lua descoberta
No azul véu da noite
As sombras das árvores aparecem
Por entre as luzes dos lampeões

Nós estivemos perambulando a noite inteira
E uma parte deste dia
E agora novamente retornando
Nós trazemos um garland gay*

Quem irá descer para os escuros bosques
E intimar as sombras de lá
E amarrar uma fita naqueles braços protegidos
No tempo de primavera do ano

As canções dos pássaros parecem preencher o bosque
Que quando o violonista toca
Todas as suas vozes podem ser ouvidas
Através de seus dias passados na floresta

E então eles juntaram suas mãos e dançaram
Rodando em circulos e em fileiras
E então a jornada da noite se acaba
Quando todas as sombras se forem

?Um garland gay nós te trazemos aqui
E em sua porta nós ficamos
Ele é um broto bem como um botão
O trabalho das mãos de nosso Senhor?



*Garland Gay é uma oferenda a um Deus, normalmente um
ramo de flor ou algo do gênero, usado em rituais
pagãos

O que a WICCA não É ?!

Os praticantes da Wicca:      

Não acreditam nem adoram o que os Cristãos conhecem como Diabo, Satã ou Demônio.

Não sacrificam animais ou seres humanos em seus ritos.

Não odeiam ou desprezam os Cristãos, a Bíblia, Jesus Cristo, os Islâmicos, o Alcorão, Maomé ou qualquer outra expressão religiosa. Ao contrário, advogam o direito à plena liberdade de expressão religiosa para todas as pessoas, independente de credo ou denominação.

Não são sexualmente anticonvencionais (embora o respeito à diversidade, inclusive a sexual, seja um valor importante para eles).

Não encorajam o abuso de drogas e orgias sexuais durante seus ritos privados ou públicos (embora possam existir indivíduos e grupos ligados à WICCA que façam uso de tais práticas, essa postura não é oficial ou ideologicamente aprovada).

Não são cristãos, islâmicos, judaicos ou praticantes de qualquer outra religião monoteísta.

Além disso:

Todos os praticantes de Wicca são pagãos, mas nem todos os pagãos são praticantes de Wicca.

Todos os praticantes de WICCA são bruxos, mas nem todos os bruxos são praticantes de Wicca.

Cairns

   Em tempos primitivos, através do mundo, povos erguiam montes ou pilhas de pedras. Estes eram por vezes criados para assinalar a passagem de viajantes, ou para comemorar algum evento histórico, mas normalmente esses Cairns (montes de pedras) tinham significado ritual.
    Segundo o pensamento mágico, os cairns eram locais de poder. Concentravam as energias das pedras utilizadas em sua construção. Os cairns têm suas raízes na Terra, mas erguem-se em direção ao céu, simbolizando o elo entre o mundo físico e o espiritual.
   Durante círculos ao ar livre, um pequeno cairn, composto por não mais de nove ou onze pedras, pode ser formado em cada ponto do Círculo de Pedras. Pode-se fazê-lo antes da criação do próprio círculo.

   Da próxima vez que estiver em local silvestre, isolado, com uma grande variedades de pedras, limpe um ponto entre elas e sente-se. Visualize um desejo mágico. Enquanto visualiza, apanhe uma pedra próxima. Sinta a energia que pulsa em seu interior - o poder da Terra, o poder da Natureza. Coloque-a no solo limpo. apanhe outra ainda visualizando seu desejo, e coloque-a próxima à primeira.
    Ainda visualizando, continue a acrescentar pedras, formando uma pilha. Vá adicionando pedras até senti-las vibrando e pulsando diante de você. Coloque a última pedra em cima do cairn com um firme propósito ritual - afirme para si mesmo, para o cairn e para a terra que, com este ato mágico final, você está manifestando seu desejo.
  Coloque suas mãos dos dois lados da pilha. Dê a ela sua energia por meio de sua visualização. Cuide dela, alimente-a com força e veja seu desejo se realizando.

Deixe então o cairn a sós para que trabalhe.

Introdução a Prática Mágica com Dragões


   A Dragon Magick, a magia com a elaboração dos dragões, é um ramo de magia não ligado à Wicca que, como o próprio nome diz, lança mão do contato e da energia mágica dos dragões. Os praticantes da Dragon Magick usam a magia de modo totalmente diferente de nós, wiccanos.

   Antes de mais nada, é preciso sublinhar que existem pouquíssimas fontes disponíveis sobre o tema e, até o momento, nenhuma em português. Se você procurar sites na Internet que falam sobre dragões, vai encontrar toda sorte de preconceitos e informações erradas e contraditórias. Então vamos começar esclarecendo as coisas.

O que são Dragões?

   Dragões são seres que habitam um dos muitos planos astrais com os quais temos contato e que tocam nosso mundo de alguma maneira. Se os dragões alguma vez tiveram existência física neste plano é algo que não se pode afirmar, mas a universidade das lendas e mitos sobre esses seres nos leva a deduzir que eles azem visitas freqüentes ao nosso plano desde a aurora da humanidade.

Existe uma lenda segundo qual, quando os dragões encontraram o ser humano pela primeira vez, ainda nos primórdios da espécie humana, em sua sabedoria lês decidiram cuidar da criança que nascia, essa nova espécie, a fim de ajudá-la a se desenvolver. Mas os seres humanos se mostraram tão cruéis uns com os outros que os dragões começaram a achar que não valia a pena cuidar da humanidade e por isso foram se retirando mais e mais para seu próprio plano, até não serem mais avistados neste mundo.

No entanto, a mudança de comportamento de alguns humanos, que possibilitaram a volta da Deusa e o fortalecimentos dos movimentos ecológicos, fez com que alguns dragões se disputassem a se aproximar da humanidade novamente, desde que a iniciativa partisse de nós.

Como habitam m plano que consideramos astral,os dragões podem assumir qualquer forma e tamanho eu desejam, mas costumam assumir a forma humana para se comunicar melhor com o homem.

Desde a aurora dos tempos, os dragões são atraídos pela magia, pois é por meio dela que essas criaturas criam vida nesta dimensão. É por isso que os praticantes de Magia podem entrar em contato com os dragões.

Os dragões são seres sábios e poderosos, que possuem um código de ética extremamente rígido e elevam muito a sério os compromissos que assumem ou que são assumidos com eles. Costumam reagir com extrema violência quando sentem que foram usados ou traídos de alguma maneira. A prática da Dragon Magick, portanto, exige disciplina, comportamento ético em todas as áreas da vida, respeito pelo livre-arbítrio de outros seres e respeito e reverência pela vida e pelos compromissos assumidos.



O que é necessário para se praticar a Dragon Magick?

   Antes de qualquer outra coisa, é preciso saber por que você quer praticar esse tipo de magia. Se sua motivação básica é o respeito e o amor pelos dragões e pela magia, vá em frente. Mas, se seu objetivo é ganhar poder para impressionar os outros, desista enquanto é tempo.

Se sua motivações forem dignas e seu desejo sincero, comece a aprofundar seu conhecimento e sua conexão com os elementos . compre estatuetas e jóias de dragões, uma vez que eles são atraídos por pessoas que gostem deles e exibem com orgulho esse amor.

O ideal é que você tenha um altar exclusivo para a prática da Dragon Magick, com instrumentos consagrados apenas para esse fim. Você vai precisar dos instrumentos básicos, athame, bastão, cálice e pentagrama, e mais: um espelho, um caldeirão e, se possível, uma espada.

O primeiro passo é estabelecer contato com os dragões. Pode-se ter sucesso na primeira vez que tentar ou pode levar vários meses. Esse primeiro contato é feito por meio de um ritual. Primeiro, faça uma meditação com Tiamat, a Grande Mãe Dragão primordial. Converse com ela, dizendo que você deseja se aproximar dos dragões e pedindo as bênçãos da Deusa. Uma vez que tenha obtido a bênção da Deusa, componha você mesmo um ritual no qual seja se aproximar e pedindo a um deles que seja seu companheiro mágico e guardião. Ofereça incenso diariamente aos dragões, pois eles estão associados ao elemento fogo, e cante e dance com eles.

Quando um dragão se apresentar, criem um laço de amizade, amor e respeito mútuo com ele (ou ela). Passe algum tempo apenas estreitando esse laços. Convide-o a participar dos seus rituais, para que ele comece a fazer parte da sua vida mágica.

Quando sentir que sua conexão com ele está firme e plena, é hora de dar o passo seguinte. Peça a ele que o ajude a encontrar os instrumentos mágicos que você usará na prática da Dragon Magick. Quando tiver os quatro principais, componha um ritual para sagrá-los. Trace o círculo, evoque a presença de seu Dragão Guardião e apresente-se às direções e aos dragões dos elementos, pedindo que eles o auxiliem em sua nova jornada mágica. Consagre, então seus instrumentos dentro desse círculo.

A partir daí, comece a estreitar seu contato com os dragões associados a cada elemento. Medite com eles, dance e cante para eles. Procure acender velas em seu altar todas as noites, como uma homenagem aos dragões. Comece a evocá-los sempre que fizer magia, pedindo que eles acrescentem sua energia a seus feitiços e rituais. Você verá que eles começarão a lhe ensinar coisas , a propor trabalhos e novas idéias mágicas e a ajudá-lo a encontrar livros e outras fontes que auxiliem no seu desenvolvimento mágico. Eles estarão sempre presentes na sua vida, desde que você tenha atitudes coerentes e permaneça fiel ao seu próprio código de ética.

Os dragões são protetores fantásticos! Se você conseguir fazer amizade com um deles, terá um protetor leal para toda a vida. Mas eles também são seres dotados de pouquíssima paciência quando se trata de pessoas indisciplinadas, preguiçosas, hipócritas e falsas , e tendem a demonstrar seu desagrado de maneiras bastante evidentes.

Há que acredite que a amizade com um dragão é para sempre. Não apenas para esta vida, mas para todas as futuras, por toda a eternidade e além. Por isso, pense muito bem antes de se decidir a trabalhar com eles. Os dragões já se decepcionaram uma vez com os seres humanos. Não vamos deixar que isso aconteça outra vez.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

** Instrumentos **

O altar
 
 
    Sempre que possível, uma bruxa deve ter seu Altar, que deverá ser seu ponto de ligação com os Deuses. Não precisa ser nada complicado ou luxuoso. Tradicionalmente, ele deve ficar ao Norte. Uma vela preta é colocada a Oeste simbolizando a Deusa, e uma vela branca a Leste para o Deus. No Altar deve estar o Cálice e o Athame, o Pentagrama, a Varinha e outros objetos utilizados nos rituais. Também é comum se colocarem símbolos para os Quatro Elementos, como uma pena para o Ar, uma planta para a Terra, uma vela vermelha ou enxofre para o Fogo, e, logicamente, água para esse mesmo elemento. Muitas pessoas colocam um símbolo para a Deusa e o Deus, como uma concha e um chifre, ou mesmo estátuas e gravuras dos Deuses. Deve ser criativo, pois o Altar é o um espaço pessoal, onde deve ser colocado amor. Se, por algum motivo, não for possível montar um Altar, pode ser um espaço na sua imaginação, pois o verdadeiro Templo está dentro de você, ou vá para a Natureza e faça dela o mais lindo de todos os santuários.

Pentáculo
 

    O Pentáculo é normalmente um disco, um prato de metal ou madeira com a figura de Pentagrama dentro de um círculo. Ele é usado para consagrar várias outras ferramentas. É também utilizado como um ponto focal de concentração. É associado ao elemento Terra e seu ponto cardeal. Alguns Bruxos usam um Pentáculo para invocar qualquer elemento da Natureza. Você poderia fazer seu próprio Pentáculo com argila ou com uma pedra, pintando o símbolo do Pentagrama sobre o material escolhido. Ele é utilizado para consagrar ervas e para carregar magicamente um talismã ou qualquer instrumento que precise de uma dose de energia extra, e é utilizado também para proteção. Representa a ligação do Bruxo com os Deuses.

Chave Mágica
 
 
   Para fazer uma chave mágica recorra aos materiais que a Natureza oferece, como gravetos, folhas etc. Faça a chave mais bonita que puder. Com ela você será capaz de abrir todas as portas. Pendure-a na entrada do seu quarto; sempre que tiver um desejo profundo, pegue a chave sem sua mão e com sua imaginação abra a porta que esconde seus desejos.

Sino
 
 
   O sino de cristal ou de latão é freqüentemente usado pelos bruxos para sinalizar o início e fechamento de um ritual ou Sabbat, para invocar um espírito ou deidade em particular e para despertar os membros do Coven que estão em meditação. Os sinos são tocados também em vários ritos funerários wiccanos para abençoar a alma do bruxo que cruzou o reino dos mortos.


Livro das Sombras





   O livro das sombras (também conhecido como Livro Negro) é o diário secreto no qual o bruxo registra seus encantamentos, invocações, rituais, sonhos, receitas de várias poções pessoais e outros assuntos. Um livro desse tipo pode ser mantido por um indivíduo em separado ou por todo um coven. Quando ocorre a morte do bruxo, o livro das sombras pode ser passado para seus filhos ou netos, mantido pela Alta Sacerdotisa e pelo Alto Sacerdote do coven (se o bruxo for membro de um deles no momento de sua morte) ou queimado para proteger os segredos da arte. Qualquer que seja a decisão tomada, ela naturalmente depende dos costumes daquela determinada tradição wiccana ou da vontade pessoal do bruxo.


Punhal ou átame (athame)




   O punhal é uma faca ritualística com cabo preto e lâmina de fio duplo, tradicionalmente gravada ou cunhada com vários símbolos mágicos e astrológicos. Representa o antigo e místico elemento ar, símbolo da força da vida, e é usado pelos bruxos para traçar círculos, exorcizar o mal e as forças negativas, controlar e banir os espíritos elementais, guardar e direcionar a energia durante os rituais. Utiliza-se o punhal com cabo branco (bolline) somente para cortar varetas, colher ervas para magia ou para cura, esculpir a tradicional lanterna de Samhain e gravar runas e outros símbolos mágicos em velas e talismãs.


Bolline




   O Bolline é uma faca com o cabo branco. Ele é utilizado na colheita de ervas, na construção de talismãs e amuletos mágicos. Existem alguns modelos de Bolline na forma de uma pequena foice, totalmente de prata, em alusão ao antigo Instrumento dos Druidas para a colheita de ervas que possuía esta forma. Ele é um Instrumento opcional, visto que muitos Bruxos usam o átame para desempenhar a função de colher as ervas e construir talismãs.


Vareta






   A vareta (também conhecida como Bastão de Fogo) é um bastão fino de madeira, feito de um galho de árvore. Representa o antigo e místico elemento fogo, é símbolo de força, de vontade, e de poder mágico do bruxo que o possui. A vareta de acordo com vários compêndios de magia, deve ter aproximadamente 50 cm de comprimento. é usada para invocar as salamandras (elementais do fogo) em determinados tipos de rituais, traçar círculos, desenhar símbolos mágicos, direcionar a energia e mexer bebidas no caldeirão. Varetas de freixo são usadas em ritos de cura, as de sabugueiro para consagração e banimentos, as de acácia e aveleira para todos os tipos de magia "branca". As de carvalho servem para magia druídica e solar. Em magias lunares para invocar à Deusa, magia de desejo e ritos de cura usamos varetas de salgueiro e sorveira.

 
 Caldeirão




   O caldeirão é um pequeno pote escuro de ferro fundido que combina simbolicamente as influências dos quatro antigos e místicos elementos e que representa o ventre divino da Deusa Mãe, sendo utilizado pelos bruxos para vários propósitos como ferver poções, queimar incenso e guardar carvão, flores, ervas ou outros elementos mágicos. O caldeirão pode ser usado também como instrumento para divinação - muitos bruxos enchem seu caldeirão com água na noite de Samhain e os utilizam como espelho mágico para olhar o futuro ou o passado.


Cálice




   O cálice (também conhecido como taça ou vaso sagrado) representa o elemento água e é usado no altar durante os rituais.


Colher de Pau


 

   A colher de pau da cozinha pode transformar-se num potente instrumento mágico. Escolha uma colher nova e passe-a nove vezes pelo fogo. Depois, mergulhe-a na água e por fim jogue sobre ela três pitadas de sal. Use-a normalmente na cozinha, impregnando seus alimentos com amor. E não pense duas vezes antes de usá-la como "varinha de condão".

Espelho Mágico
 
 
 
   Esta é uma antiga prática irlandesa muito utilizada pelos camponeses. Pegue um espelho e unte-o com uma mistura de sal e limão. Aguarde uma noite de Lua Crescente e "aprisione-a" no espelho (refletindo nele sua imagem). Seu espelho estará magnetizado, sempre que quiser peça para que a Luz, que agora mora dentro dele, ilumine seus caminhos.


Espada Cerimonial
 







   A espada cerimonial representa o elemento fogo e é o símbolo da força do bruxo. Em certas tradições wiccanas, a espada cerimonial é usada no lugar do punhal de cabo preto pela Alta Sacerdotisa do coven, para traçar ou apagar um círculo. A espada, como o punhal, pode também ser usada para controlar e banir espíritos elementais e para guardar e direcionar a energia durante os rituais.



Vassoura 






   A vassoura é símbolo do magistério feminino e das forças purificadoras da natureza. Até hoje é costume "limpar" as energias negativas de uma casa varrendo-as para fora com uma vassoura desenhada com símbolos mágicos (pentagrama, círculo, taça, espada).